Um mar de refugiados

ONU estima que, em 2012, 173 mil pessoas estaro fora de seus lares, em razo de guerras e perseguies polticas

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A primavera árabe tem aumentado o número de refugiados no Norte da África e no Oriente Médio. A maioria consegue abrigo em países vizinhos, mas muitos fugitivos, por não se adaptarem e não poderem retornar à terra natal, acabam encaminhados a outras nações. São os “reassentados”. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, em 2012, 173 mil pessoas precisarão dessa ajuda - 90 mil além das vagas oferecidas pela comunidade internacional.

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) entre 3 a 5 anos, 780 mil pessoas (até 156 mil por ano) enfrentarão essa situação - e o mundo oferece uma média de 80 mil vagas de reassentamento anualmente. No início do mês, durante reunião em Genebra, o Acnur e organização não governamentais (ONGs) que tentam solucionar o problema lançaram um apelo para que os governos ofereçam mais vagas para evitar que o déficit se concretize.

Em 2009, 85 mil refugiados obtiveram essa ajuda. No ano passado, porém, foram 73 mil - 14,12% a menos. “Em 2011, o volume de retorno dos refugiados aos países de origem tem diminuído. Isso significa que mais pessoas nessa situação enfrentam problemas de integração nos países vizinhos. Precisamos de um maior envolvimento das nações na questão dos reassentados”, disse Luiz Fernando Godinho, porta-voz do Acnur no Brasil.

A maioria dos refugiados consegue se abrigar em países vizinhos, mas muitos, por preconceito da população local ou por falta de possibilidade de adaptação social, política ou econômica, apelam para a ajuda oferecida pela ONU e por ONGs. Entretanto, Godinho ressalta que, ao oferecer as vagas de reassentamento, muitas nações impõem processos burocráticos e controles de segurança que acabam por dificultar, atrasar e até impedir o deslocamento desses refugiados para locais seguros.

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