União Europeia está considerando oferecer dinheiro à Hungria para boicotar petróleo russo, diz Politico

Primeiro-ministro húngaro bloqueou as sanções europeias contra o petróleo russo, argumentando que medidas acabariam a economia de seu país

www.brasil247.com - Viktor Orbán
Viktor Orbán (Foto: Reuters/Francois Lenoir)


Sputnik - Primeiro-ministro húngaro bloqueou as sanções europeias contra o petróleo russo, argumentando que medidas acabariam a economia de seu país.

A União Europeia (UE) está estudando a possibilidade de oferecer uma compensação financeira à Hungria em troca da adesão às sanções propostas pelo bloco contra o petróleo russo, informou o Politico.

De acordo com a mídia, três autoridades europeias disseram à agência que o dinheiro poderia ser enviado a Budapeste como parte de uma nova estratégia energética a ser definida na próxima semana e com o objetivo de acabar com a dependência da UE dos combustíveis fósseis de Moscou.

Até o momento, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, bloqueou as sanções europeias contra o petróleo russo, argumentando que o embargo de energia proposto seria uma "bomba atômica" para a economia de seu país.

A UE planejava dar à Hungria e Eslováquia, que dependem fortemente do petróleo russo, até o final de 2024 para cumprir o embargo, dois anos a mais do que o resto dos países-membros, segundo a proposta mais recente, divulgada pelo Politico, no domingo (8). Já a República Tcheca teria até o final de junho de 2024 para encerrar suas importações de petróleo bruto da Rússia.

No entanto, a Hungria indicou que precisa de mais tempo para reduzir sua dependência do petróleo russo e, para evitar que o prazo se estenda ainda mais, a UE considerou colocar uma forma de compensação financeira na mesa, de acordo com as autoridades europeias consultadas pelo Politico.

Um alto funcionário argumentou que quanto mais dinheiro for despejado na Hungria, mais rápido o país vai poder se afastar do petróleo russo. A fonte também aproveitou para explicar que a questão da energia não está relacionada à disputa entre a Comissão Europeia e Budapeste sobre o corte de fundos para a Hungria por erodir as regras do Estado de Direito do bloco. Outra fonte também confirmou que nenhum dos lados tentou misturar as duas questões.

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