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União Europeia resiste a Trump e não reconhece soberania israelense sobre Golã

A alta representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini, reiterou nesta quarta-feira (27), que os 28 países do bloco não reconhecem a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, depois que os Estados Unidos decidiram reconhecê-la

União Europeia resiste a Trump e não reconhece soberania israelense sobre Golã (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)

247, com EFE - A alta representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini, reiterou nesta quarta-feira (27), que os 28 países do bloco não reconhecem a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, depois que os Estados Unidos decidiram reconhecê-la.

"A posição da UE em relação ao status das Colinas de Golã não mudou", disse Mogherini em um breve comunicado.

"Em linha com o direito internacional e as resoluções 242 e 497 do Conselho de Segurança da ONU, a União Europeia não reconhece a soberania israelense sobre as Colinas de Golã ocupadas", acrescentou a alta representante da UE.

Em um movimento unilateral muito criticado, o governo de Donald Trump voltou a romper na última segunda-feira o consenso internacional ao reconhecer oficialmente a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território capturado da Síria em 1967 e anexado pelas autoridades israelenses em 1981.

A resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, de 1967, pediu a Israel que se retirasse dos territórios que tinha ocupado durante a guerra que se desenvolveu naquele ano.

Já a resolução 497, de 1981, considera "a decisão israelense de impor suas leis, jurisdição e administração nas Colinas de Golã sírias ocupadas nula, inválida e sem efeito internacional legal".

No entanto, o representante norte-americano na ONU, Jonathan Cohen, defendeu na terça-feira diante do Conselho de Segurança o reconhecimento da soberania israelense sobre Golã.

A decisão de Trump foi criticada na ONU tanto por rivais dos EUA, como Rússia e China, como por alguns de seus aliados mais próximos, como os membros da UE que atualmente têm assento no Conselho de Segurança: Bélgica, França, Alemanha, Polônia e Reino Unido.