AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > Mundo

Varoufakis: a guerra dos Estados Unidos e de Israel é contra a Humanidade

Ex-ministro grego critica ofensiva contra o Irã enquanto explosões continuam em Teerã e escalada militar amplia tensão no Oriente Médio

Varoufakis: a guerra dos Estados Unidos e de Israel é contra a Humanidade (Foto: Reuters )

247 - O ex-ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, afirmou que a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã representa uma agressão “contra o mundo inteiro”. A declaração foi publicada por ele na rede social X, em meio à intensificação dos ataques e à confirmação de novas explosões em Teerã.

“Os dois estados párias do mundo, Israel e os EUA, iniciaram uma guerra não contra o Irã, mas contra o mundo inteiro. Nos solidarizamos com os iranianos, com a humanidade, contra a ideia de que Israel e os EUA podem bombardear quem bem entenderem”, escreveu Varoufakis.

As declarações ocorrem enquanto a situação no terreno indica uma escalada prolongada. De acordo com reportagem de Mohammed Vall, direto de Teerã, novos sons de explosões foram ouvidos na capital iraniana pouco mais de meia hora antes da transmissão. Segundo o jornalista, não foi possível verificar os locais atingidos devido à interrupção da internet e às falhas de comunicação.

Ainda conforme o relato, os novos estrondos indicam a continuidade da operação militar. Mais cedo, havia dúvidas sobre se se tratava de um ataque isolado ou de uma sequência de ofensivas. No entanto, a dinâmica dos acontecimentos e as próprias manifestações de autoridades americanas apontam para uma ação prolongada.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por meio de seu porta-voz, declarou que o país mantém boas intenções em relação aos vizinhos da região, mas reiterou que sempre afirmou que irá se defender em caso de agressão. Após os bombardeios conduzidos por Israel com apoio dos Estados Unidos, forças armadas iranianas lançaram uma série de ataques retaliatórios, embora a extensão dos danos ainda não tenha sido esclarecida.

Na manhã de sábado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que o país realizou um “ataque preventivo” contra o Irã “para eliminar ameaças contra o Estado de Israel”. Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a participação das forças americanas e prometeu desmantelar o programa nuclear iraniano, “destruir a indústria de mísseis [iraniana]” e “aniquilar sua marinha”.

Teerã nega buscar armas nucleares e sustenta que seu programa de pesquisa tem finalidade exclusivamente pacífica. A recente escalada ocorre após o fracasso das negociações nucleares entre Washington e Teerã, com Trump declarando estar “insatisfeito” com o andamento das conversas. O governo iraniano, por sua vez, alerta que um conflito regional de grandes proporções poderá trazer graves consequências para todo o Oriente Médio.

Após o ataque conjunto, as Forças de Defesa de Israel informaram que diversas ondas de mísseis foram lançadas do Irã em direção ao território israelense. Os militares afirmaram que os sistemas de defesa aérea estavam operando para interceptar os projéteis, mas advertiram que a proteção “não é hermética”, orientando a população a procurar abrigo ao ouvir sirenes e a não divulgar imagens ou localizações dos impactos.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou que as ações estão em curso e declarou que “em resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso… teve início a primeira onda de ataques extensivos com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados”.

Autoridades israelenses informaram que não havia, até o momento, relatos de feridos, embora veículos de imprensa tenham noticiado que um míssil iraniano atingiu uma área aberta no norte do país. Além de Israel, explosões foram registradas nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein e no Kuwait, nações que abrigam instalações militares americanas.

Um oficial iraniano que preferiu não se identificar afirmou à rede Al Jazeera que “todos os ativos e interesses americanos e israelenses no Oriente Médio se tornaram alvos legítimos”, acrescentando que “não há linhas vermelhas após essa agressão”.

O cenário descrito por Varoufakis como uma ofensiva contra a “humanidade” coincide com um momento de incerteza e tensão crescente na região, em meio a operações militares que, segundo os próprios envolvidos, ainda estão em andamento.