Venezuela promove alianças internacionais para impulsionar crescimento

Desde meados de maio, o governo venezuelano realiza reuniões com empresas internacionais e representantes diplomáticos acreditados no país, com o objetivo de fortalecer os investimentos e aumentar a capacidade produtiva do país.

maradona venezuela
maradona venezuela (Foto: Reinaldo)

247, com Agência Venezuelana de Notícias - Esta ação visa o avanço de um acordo econômico para a estabilização, crescimento e prosperidade da nação, que representa a segunda das seis linhas estratégicas propostas pelo Presidente da República, Nicolás Maduro, para promover a nova etapa da Revolução Bolivariana.

Como parte desse diálogo, o chanceler Jorge Arreaza; o ministro da Economia e Finanças, Simón Zerpa; o ministro do Comércio Exterior, José Vielma Mora, e o ministro do Petróleo, Manuel Quevedo, reuniram-se com embaixadores e diretores de empresas de países como Espanha, Portugal, Holanda, Áustria, França, Turquia, Itália, Suíça, Polônia, Grécia, Reino Unido, Síria, Alemanha e região do Caribe.

A Ministra Vielma Mora, por exemplo, realizou uma reunião com empresários de países europeus, a quem apresentou a Lei Constitucional sobre Investimentos Estrangeiros, o guia do investidor, o guia de incentivos e os benefícios da Venezuela para atrair investimentos nas diferentes regiões e setores produtivos nacionais.

Na reunião, realizada em 7 de junho na sede do Conselho Nacional de Investimentos (Conapri), em Caracas, ela levantou a necessidade de o setor privado investir no desenvolvimento sustentável do país e afirmou que o Estado “avança focado na nova revolução industrial e em políticas industriais modernas como as Zonas Econômicas Especiais e os incentivos ao investimento”.

A ministra também informou sobre os 5 acordos assinados com a África do Sul, Azerbaijão, Equador, China e Emirados Árabes Unidos, “3.222 acordos de investimento internacional foram estabelecidos. Neste momento temos 14 países aliados, e atualmente temos 27 tratados bilaterais de investimento (BITs) ”, disse ela na ocasião.

Encontros produtivos

No caso dos Países Baixos, realizou-se a II Reunião Técnica Bilateral com o objetivo de promover mecanismos de intercâmbio e exportação.

Neste evento realizado em Valência, no estado de Carabobo, foram abordados aspectos relacionados à articulação em questões econômicas, bem como as vantagens competitivas oferecidas por cada um dos países em termos de futuras alianças estratégicas.

A jornada de discussões foi orientada para a troca de informações sobre procedimentos comerciais. Nesse sentido, Jan-Willen Le Grand, encarregado de negócios da Embaixada dos Países Baixos em Caracas, indicou que avançou na busca de mecanismos para melhorar os fluxos comerciais.

No encontro com a delegação italiana, foi abordado o investimento da nação europeia na indústria de granito e cimento.

No caso da Turquia, foi abordado o desenvolvimento do acordo comercial e econômico de alto nível, que foi assinado durante uma videoconferência realizada em 17 de maio pelos presidentes Nicolás Maduro e Recep Tayyip Erdogan.

Os empresários da nação euro-asiática demonstraram interesse em comercializar 100% de folhas de alumínio venezuelano para uso doméstico, que é produzido na fábrica da CVG Alucasa, localizada no estado de Carabobo.

Por outro lado, as reuniões com a delegação da Síria foram favoráveis para avaliar as ofertas de complementaridade comercial entre as duas nações.

Assim, a Venezuela foi convidada a expor sua capacidade de exportação na Feira Internacional de Damasco e na Feira de Reconstrução da Síria, eventos programados para os últimos quatro meses de 2018.

Na reunião de representantes do Ministério do Comércio Exterior e Investimento Internacional e da Secretaria Executiva da Petrocaribe, elaborou-se um mapa geral da infraestrutura das empresas disponíveis em cada um dos países do Caribe, que pode ser usado para a colocação de produtos venezuelanos não tradicionais.

Na atividade, foi acordado que a Secretaria Executiva de Petrocaribe definirá um plano piloto entre 10 a 12 itens de exportações venezuelanas a serem colocados nos mercados dos países prioritários: São Vicente, Dominica, Nicarágua, República Dominicana e El Salvador.

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