Venezuela registra mais duas mortes em protestos

As mortes de uma estudante e de um jovem que andava de bicicleta foram as últimas registradas neste sábado, em dez dias de violência na Venezuela, elevando para oito o número vítimas fatais; o homem, de 29 anos, trabalhava em um supermercado e acabou morrendo depois que sua bicicleta passou por cima de um cabo de energia que havia sido derrubado no meio da rua; a estudante Geraldine Moreno, segundo opositores e a mídia local no Estado de Carabobo, morreu no hospital no sábado depois de ter sido atingida por balas de borracha na cara quando forças de segurança investiram contra manifestantes na quarta-feira

As mortes de uma estudante e de um jovem que andava de bicicleta foram as últimas registradas neste sábado, em dez dias de violência na Venezuela, elevando para oito o número vítimas fatais; o homem, de 29 anos, trabalhava em um supermercado e acabou morrendo depois que sua bicicleta passou por cima de um cabo de energia que havia sido derrubado no meio da rua; a estudante Geraldine Moreno, segundo opositores e a mídia local no Estado de Carabobo, morreu no hospital no sábado depois de ter sido atingida por balas de borracha na cara quando forças de segurança investiram contra manifestantes na quarta-feira
As mortes de uma estudante e de um jovem que andava de bicicleta foram as últimas registradas neste sábado, em dez dias de violência na Venezuela, elevando para oito o número vítimas fatais; o homem, de 29 anos, trabalhava em um supermercado e acabou morrendo depois que sua bicicleta passou por cima de um cabo de energia que havia sido derrubado no meio da rua; a estudante Geraldine Moreno, segundo opositores e a mídia local no Estado de Carabobo, morreu no hospital no sábado depois de ter sido atingida por balas de borracha na cara quando forças de segurança investiram contra manifestantes na quarta-feira (Foto: Leonardo Attuch)
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Por Daniel Wallis e Tomás Sarmiento

CARACAS (Reuters) - As mortes de uma estudante e de um jovem que andava de bicicleta foram as últimas registradas neste sábado, em dez dias de violência na Venezuela, elevando para oito o número vítimas fatais.

O homem, de 29 anos, trabalhava em um supermercado e acabou morrendo depois que sua bicicleta passou por cima de um cabo de energia que havia sido derrubado no meio da rua. Ele sofreu o acidente na sexta-feira, em uma das ruas principais de Horizonte, um bairro de classe média na região leste de Caracas.

"Ele estava voltando para casa e não pode ver o cabo por causa da escuridão. Sua garganta acabou perfurada", disse o ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, na televisão estatal.

"Era um jovem trabalhador que nada tinha a ver com a insanidade perpetrada por estes assassinos fascistas da direita", disse Torres.

A estudante Geraldine Moreno, segundo opositores e a mídia local no Estado de Carabobo, morreu no hospital no sábado depois de ter sido atingida por balas de borracha na cara quando forças de segurança investiram contra manifestantes na quarta-feira. Ela tinha 23 anos.

Cinco pessoas já morreram baleadas desde o dia 12 de fevereiro, dia em que três manifestantes foram atingidos após protesto pacífico da oposição na região central de Caracas, que desencadeou uma série de batalhas entre a polícia e civis.

Outras duas pessoas acabaram mortas em protestos ao redor do país, e uma sexta ainda foi atropelada por um carro durante uma briga generalizada.

A Venezuela passa pelo momento mais conturbado desde que o atual presidente Nicolás Maduro venceu eleições apertadas em abril de 2013 e sucedeu o então líder socialista Hugo Chávez.

O governo acusa "grupos fascistas" de tentarem tramar um golpe de Estado, como aquele que tirou Chávez do poder por um breve período há 12 anos, enquanto a oposição protesta contra a forte repressão do governo aos manifestantes pacíficos.

Manifestantes contrários ao governo vêm bloqueando ruas com lixos e por vezes montando trincheiras com fogo. A polícia e a Guarda Nacional respondem com gás lacrimogênio para dispersar as pessoas e desfazer os bloqueios.

O governo tem pedido mais atenção para os Estados de Tachira e Merida, mais à oeste, onde já anunciou "medidas especiais" para retomar a ordem.

Os dois lados --contrários e favoráveis a Maduro-- já realizam passeatas neste sábado.

Em Caracas, imagens da TV estatal mostravam milhares de mulheres partidárias de Maduro reunidas nas proximidades do centro da cidade antes da marcha prevista "pela paz e pela vida", que se dirige à sede do governo.

Ao mesmo tempo, milhares de opositores carregavam bandeiras laranjas do partido opositor Vontade Popular em um comício convocado numa zona ao leste da capital.

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