Venezuela rejeita tentativa da OEA de intervenção baseada no tratado TIAR

O governo da Venezuela rechaçou nesta quarta-feira (11) a aprovação na Organização dos Estados Americanos (OEA) de um pedido feito pelo deputado Juan Guaidó para ativar o Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), mecanismo que prevê a possibilidade de intervenção estrangeira no país sul-americano

Chancelaria Venezuelana
Chancelaria Venezuelana (Foto: Correo del Orinoco)

AVN - O governo da Venezuela rechaçou nesta quarta-feira (11) a aprovação na Organização dos Estados Americanos (OEA) de um pedido feito pelo deputado Juan Guaidó para ativar o Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), mecanismo que prevê a possibilidade de intervenção estrangeira no país sul-americano. 

Em comunicado oficial, o governo do presidente Nicolás Maduro denunciou "de maneira categórica  a infame decisão de um pequeno grupo de governos da região que, alinhados aos interesses do governo supremacista dos Estados Unidos, invocaram a ativação de um nefasto instrumento da história do nosso continente como é o caso do Tiar".  

O governo da Venezuela afirma que o Tiar foi imposto pelos EUA durante o período da Guerra Fria e que seu propósito "foi legitimar intervenções militares na América Latina por razões ideológicas".   "É doloroso que países que foram invadidos por tropas estadunidenses e cujos povos foram massacrados na aplicação do Tiar hoje avalizam um crime semelhante contra um país irmão em uma sessão do Conselho Permanente da OEA", diz o comunicado do governo venezuelano.  

O Tiar é um tratado de defesa mútua de 1947, assinado por países dos continentes americanos que prevê a "doutrina da segurança hemisférica" e garante que uma agressão contra algum de seus signatários representa um ataque contra todos, justificando uma ação conjunta contra o agressor.  

Atualmente, o Tiar conta com 17 signatários, uma vez que Bolívia, Equador, México, Nicarágua e Venezuela já se retiraram do pacto. Entretanto, na sessão desta quarta-feira, o voto venezuelano foi computado, uma vez que a OEA reconhece a "legitimidade" de Guaidó.  

"A República Bolivariana da Venezuela faz um chamado sentido aos países e aos povos da região para rechaçar firmemente as pretensões deste pequeno grupo de países que, no seio da OEA, ameaçam a paz e a integridade da Venezuela e de todo o continente", conclui o governo venezuelano.

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