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Xi Jinping diz à UE para tratar China de forma 'independente' em vez de seguir diretrizes dos EUA

Xi recordou sua primeira visita à sede da UE, oito anos atrás, quando sugeriu que Pequim e a Europa "construíssem uma ponte de amizade e cooperação em todo o continente eurasiano"

(211231) -- BEIJING, Dec. 31, 2021 (Xinhua) -- Chinese President Xi Jinping delivers his 2022 New Year Address through China Media Group and the Internet on New Year's eve. (Xinhua/Ju Peng) (Foto: Ju Peng)

Sputnik - Em meio à crise ucraniana, Pequim realiza cúpula com altos representantes da União Europeia. Segundo o presidente chinês, a China e a UE possuem uma "base sólida para cooperação e amplos interesses comuns".

Nesta sexta-feira (1º), durante cúpula virtual com a União Europeia (UE), o presidente chinês Xi Jinping disse que o bloco político deveria tratar a China "de forma independente", em vez de seguir a liderança de Washington.

Xi recordou sua primeira visita à sede da UE em Bruxelas, Bélgica, oito anos atrás, quando sugeriu que Pequim e a Europa "construíssem uma ponte de amizade e cooperação em todo o continente eurasiano". Ele disse que essa visão se tornou ainda mais relevante em meio às crises atuais, incluindo a situação na Ucrânia e a contínua pandemia da COVID-19.

"A China e a UE devem desempenhar um papel construtivo ao adicionar fatores estabilizadores a um mundo turbulento. […] Está provado que ambos compartilham amplos interesses comuns e uma base sólida para a cooperação", afirmou.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, declarou a repórteres após a reunião que ele e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, "exortaram Pequim a ajudar a acabar com a guerra [operação militar] na Ucrânia. A China não pode fechar os olhos para a violação da lei internacional da Rússia", disse Michel.

"Qualquer tentativa de contornar as sanções ou fornecer ajuda à Rússia prolongaria a guerra [operação militar]", acrescentou o presidente do conselho da UE.

No entanto, Pequim até agora se concentrou em criticar a OTAN por provocar o conflito, chamando a aliança de um "conceito de segurança ultrapassado" e denunciando as sanções ocidentais contra a Rússia como "cada vez mais ultrajantes". Ao mesmo tempo, a China apoiou as negociações entre Moscou e Kiev para resolver a situação.

 Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial militar para "desmilitarização e desnazificação da Ucrânia".

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