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Xi pede manutenção da “estabilidade social” em visita a região onde a China é acusada de violação dos direitos humanos

O líder, que viajou para Urumqi, a capital da região de Xinjiang, afirmou que era "necessário combinar o desenvolvimento e a luta antiterrorista e separatista"

O presidente chinês, Xi Jinping, também secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, acena para pessoas de vários grupos étnicos ao visitar a comunidade de Guyuanxiang, no distrito de Tianshan, na cidade de Urumqi, capital do noroeste Região Autônoma Uigur de Xinjiang, China, 13 de julho de 2022 (Foto: Xinhua/Yan Yan)
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Télam - O presidente chinês, Xi Jinping, exortou hoje a manter a "estabilidade social" durante uma visita à região de Xinjiang, no noroeste do país, onde o governo é acusado pelo Ocidente de violações aos direitos humanos dos uigures e outras etnias muçulmanas.

Xi "enfatizou que sempre deve ser dada a máxima prioridade à manutenção da estabilidade social e devemos usar a estabilidade para garantir o desenvolvimento", informou a emissora de televisão oficial CCTV.

De acordo com a emissora, o líder, que viajou para Urumqi, a capital da região, afirmou que era "necessário combinar o desenvolvimento da luta antiterrorista e separatista com o impulso para normalizar o trabalho de estabilidade social e o Estado de Direito".

Xi também instou as autoridades a "promover mais profundamente a sinicização do Islã e controlar eficazmente as atividades religiosas ilegais". "Devemos estar mais conscientes das adversidades e consolidar a estabilidade social que tanto nos custou alcançar", declarou, naquela que foi sua primeira visita à área desde julho, de acordo com a CCTV, replicada pela AFP.

O governo chinês implementou uma série de medidas em Xinjiang que causaram atrito entre o país e os Estados Unidos, que chegaram a acusar Pequim de cometer violações contra os direitos humanos e até mesmo genocídio contra a população uigur.

A região de Xinjiang foi palco de sangrentos atentados contra civis, cometidos, segundo as autoridades, por separatistas e islamistas uigures, o principal grupo étnico da área.

Segundo vários países ocidentais e organizações independentes, a China internou mais de 1 milhão de uigures e membros de outras etnias muçulmanas locais em "campos de reeducação", e impôs "trabalhos forçados" e "esterilizações". A China nega essas acusações e apresenta esses "campos" como "centros de formação profissional" para combater o extremismo religioso.

Um relatório das Nações Unidas determinou no ano passado que as ações do governo chinês na região poderiam constituir "crimes contra a humanidade" e instou-o a seguir as recomendações que lhe foram feitas, o que foi apoiado por Europa e Estados Unidos.

A China denunciou que o relatório da ONU que alude a supostas violações aos direitos humanos em Xinjiang era uma "ferramenta política" contra seu governo, a qual classificou de "ilegal" e "inválida".