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A arte do storytelling nos jogos

Existem várias razões pelas quais consumimos histórias. Desde os livros, aos filmes, passando também pelos videojogos. Venha descobrir o storytelling nos jogos.

O storytelling nos videojogos

Desde o tempo das cavernas que o ser humano gosta de interagir com histórias. Sejam elas narradas, lidas ou experienciadas através de um filme, as histórias levam-nos a lugares místicos e diferentes daqueles que experienciamos todos os dias, mostram-nos facetas do mundo que desconhecemos ou exploram temas quotidianos com mestria. No entanto, o alcance do storytelling não está apenas limitado aos livros e aos filmes. Os videojogos adaptam muitas das técnicas de storytelling utilizadas nos outros meios para transmitir uma história interativa aos jogadores.

É essa a maior vantagem dos videojogos no que toca às questões narrativas, mas não são apenas os grandes blockbusters da indústria dos videojogos que utilizam a narrativa como um ponto focal da sua experiência. Jogos menores, como os que pode encontrar em https://spin.city/br/user/bonus, também utilizam o storytelling para realçar muitas das suas características.

Uma experiência interativa

Enquanto o leitor ou o espetador têm uma experiência passiva quando interagem com um livro ou com um filme, os jogos permitem uma maior liberdade na interação com a pessoa que está a experienciar a obra. Aliás, o argumento pode até ser feito que, de uma perspetiva da narrativa, a única razão para explorar o storytelling num jogo é mesmo essa questão da interatividade.

Até jogos como os de https://spin.city/br/casino/category/animals utilizam o storytelling a seu favor, e muitas vezes de formas dissimuladas. A interatividade do storytelling não se limita apenas a um percurso narrativo que leva o jogador pela mão. Muitas vezes, esta interatividade passa por encontrar pedaços narrativos escondidos ou pela intuição do funcionamento do mundo através de pequenos detalhes aos quais não é dada muita importância de uma perspetiva da jogabilidade do jogo em si.

Empatia, acima de tudo

Alguns jogos, como, por exemplo o The Last of Us Part II, da Naughty Dog, obrigam o jogador a experienciar o ponto de vista de personagens distintos e com motivos diferentes, forçando-o assim a criar empatia com os diferentes pontos de vista e com os objetivos diametralmente opostos. Por sua vez, isto faz com que a história seja muito mais profunda. O storytelling não serve apenas para contar uma história, mas também para partilhar uma ou mais perspetivas com o jogador.

Outro bom exemplo disto é o jogo Detroit: Become Human. Este jogo é praticamente todo ele baseado na narrativa. Os jogadores podem tomar decisões sobre momentos-chave da história do jogo e alterar assim a sua experiência. Dois jogadores que tomem decisões diferentes terão uma experiência de jogo totalmente distinta.

Mais do que entretenimento

Os videojogos foram e ainda são, por muita gente, considerados como peças de entretenimento corriqueiras e sem nenhum valor além da sua superfície. Quando se fala de boas narrativas, é raro que os videojogos venham à baila. Os meios por excelência para o contador de histórias são os livros e os filmes, contudo o sucesso de alguns filmes e séries pode ser suficiente para argumentar contra essa perspetiva fechada.

Pegando novamente no exemplo de The Last of Us, mas utilizando desta vez o primeiro título da série, a história de Joel e de Ellie é perfeita para mostrar o porquê de os jogos terem lugar à mesa com os livros e com os filmes no que toca às questões da narrativa. Não se trata apenas de argumentar que a história do jogo é tão boa quanto a história de um filme ou de um livro, mas sim de constatar que a história integral, e apenas com algumas adaptações devido aos diferentes meios a que se destinam, foi utilizada para uma das maiores séries da HBO dos últimos tempos.

Uma pessoa que preze o storytelling da série The Last of Us não pode, simultaneamente, desprezar a narrativa do videojogo no qual toda a série foi baseada. E como o exemplo de The Last of Us existem muitos outros. Embora a adaptação de videojogos ao grande ecrã ou mesmo às séries televisivas seja ligeiramente desapontante na maioria das vezes, as exceções comprovam que também há lugar para os videojogos entrarem na discussão do seu valor enquanto veículo de storytelling.

O formato do futuro

Independentemente da evolução dos videojogos, os filmes e os livros irão sempre a continuar o meio por excelência da narrativa, nem que seja apenas pela sua maior facilidade de acesso e de consumo face a um videojogo. No entanto, o mais certo é que o lugar dos videojogos enquanto ferramenta narrativa passe não só a ser mais reconhecido, mas também a ser colocado no mesmo patamar que as outras formas de contar histórias.

Os jogos podem ser excelentes ferramentas para storytelling. Contudo, é necessário que o público e os estúdios de videojogos se foquem mais nesses aspetos.