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O Torneio de Roland-Garros

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Alguns eventos esportivos são especialmente aguardados todos os anos. São eventos que ganharam uma atmosfera envolvente, mágica, eventos que atraem multidões apaixonadas como o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, a final do Superbowl ou o tão ansiado Torneio de Tênis de Roland Garros. Para quem tem palpites tênis correndo nas veias sabe que o torneio francês é um clássico cada vez mais emocionante.

Eugène Adrien Roland Georges Garros, ou simplesmente Roland Garros, nunca imaginou que daria seu próprio nome a um evento esportivo; nunca lhe passou pela cabeça tamanha homenagem. O fato é que o pioneiro da aviação na França e herói na Primeira Grande Guerra Mundial (1914/1919), teve seu nome ligado para sempre ao torneio de tênis francês. Garros nasceu em Saint Diniz, em 6 de outubro de 1888, e desde sempre foi um apaixonado pela aviação. Foi ele o primeiro piloto a cruzar o Mar Mediterrâneo em um avião, feito ocorrido em 23 de setembro de 1913; o percurso foi vencido em 7h53, mesmo com um motor avariado. Com o advento da Primeira Guerra, o piloto incorporou-se ao front de batalha e morreu em combate no dia 5 de outubro de 1918.

Pois bem. Se Roland Garros nunca sequer pegou em uma raquete de tênis, muitos outros o fizeram e fazem com maestria em muitos torneios mundo afora. E não foi, e não é, diferente no Torneio de Roland-Garros que nem sempre teve esse nome; surgiu em 1891, sendo oficialmente chamado de Championnat de France. 

Ao lado dos torneios Australian Open, Wimbledon e o US Open, o torneio de Roland-Garros compõe o chamado Grand Slam. É disputado em quadra de saibro, em melhor de 5 sets para os homens e 3 sets para as mulheres. Em 1968, o torneio de Roland-Garros foi o primeiro do Grand Slam a ser aberto, ou seja, passou a admitir a participação tanto de amadores como de profissionais.

O campeonato foi disputado no Stade français em 1925 e 1927, no Racing club de France em 1926, e tem sido realizado no Estádio de Roland-Garros desde 1928. Antes de 1925, o torneio dos homens era reservado exclusivamente aos membros de clubes franceses de tênis, assim como o das mulheres antes de 1920.Com relação ao piso, o saibro é uma superfície mais lenta e que, portanto, favorece o jogo de fundo de quadra, o que não significa dizer que jogadores que prefiram o jogo na rede não tenham chances de vencê-lo, aliás, muitos já o fizeram. Outra característica de Roland-Garros é a ausência de tie-break no último set, o que pode levar as partidas a terem uma duração de várias horas e com placares bem elásticos, como o que ocorreu na partida entre os franceses Fabrice Santoro e Arnaud Clément, disputada em 25 de maio de 2004, que durou 6 horas e 22 minutos, com o placar de 16/14 no 5º set.

E os grandes campeões? Na modalidade de simples, o recorde de títulos é do espanhol Rafael Nadal, que venceu o torneio nada menos que treze vezes, 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2017, 2018, 2019 e 2020. Seus principais concorrentes estão bem longe, embora tenham vencido muitas vezes, são eles Max Decugis, com oito títulos, e Björn Borg, que venceu o torneio seis vezes. Nadal também detém o recorde de títulos consecutivos, foram cinco conquistas entre 2010 e 2014, e da maior série invicta, com impressionantes trinta e nove vitórias entre 2010 e 2015.

Entre as mulheres, o torneio é mais, digamos, equilibrado, mas algumas tenistas se destacam como campeãs absolutas; a recordista de títulos é a estadunidense Chris Evert com sete conquistas, 1974, 1975, 1979, 1980, 1983, 1985 e 1986. Depois de Evert duas tenistas aparecem vitoriosas em seis oportunidades, na fase amadora, a francesa Suzanne Lenglen, 1920, 1921, 1922, 1923, 1925 e 1926, e na fase profissional, a alemã Steffi Graf, 1987, 1988, 1993, 1995, 1996 e 1999. Outras importantes tenistas fizeram história em Roland-Garros como a belga Justine Henin, campeã quatro vezes, a sérvia Monica Seles, a espanhola Arantxa Sánches Vicário, a estadunidense Serena Willians, todas tricampeãs. 

O brasileiro Gustavo Kuerten venceu Roland-Garros três vezes, em 1997, 2000 e 2001. Recentemente, o nosso tricampeão recebeu o prêmio de “comemoração mais icônica da história do tênis”, por ter, em 2001, na conquista do seu terceiro título em Roland Garros, desenhado com a raquete um coração no saibro e deitado em agradecimento ao carinho dos torcedores.

Por fim, perceberam a grafia diferenciada para Roland-Garros com hífen? É que a regra ortográfica francesa exige que os nomes compostos de lugares ou eventos que homenageie alguém devam ser separados por hífen. Esporte também é cultura!