Aberta por Lula, Assembleia Geral da ONU terá como foco central a questão climática

Em Nova York, o presidente Lula vai se reunir com diversos chefes de Estado, de Governo e de organismos internacionais

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: GIANLUIGI GUERCIA/Pool via REUTERS)


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247 – As questões climáticas, a preservação do meio ambiente e a busca pela sustentabilidade vão permear as discussões da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que será realizada nesta semana, em Nova York. O tema deste ano é "Reconstruindo a confiança e reacendendo a solidariedade global: acelerando a ação na Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) rumo à paz, prosperidade, progresso e sustentabilidade para todas as pessoas".

E como é tradição, o chefe de Estado do Brasil é quem faz o discurso de abertura da Assembleia, missão que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai cumprir na próxima terça-feira (19/09). A Assembleia Geral da ONU marca uma sequência de eventos internacionais em que o Brasil participou neste ano, como G20, no Japão, reunião dos Brics, na África do Sul, e Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em São Tomé e Príncipe.

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“Essa presença na Assembleia Geral coroa um início de governo em que o presidente procurou ter uma atuação bem intensa para recolocar o Brasil no cenário internacional e retomar a participação nos fóruns multilaterais”, afirma o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Carlos Márcio Cozendey.

Em Nova York, o presidente Lula vai se reunir com diversos chefes de Estado, de Governo e de organismos internacionais para tratar de assuntos de interesse do Brasil. O Itamaraty já confirmou encontro com o secretário-geral da ONU, Antonio Gutierrez, e com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom. Lula e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, devem lançar uma iniciativa na área de direitos trabalhistas. O objetivo é angariar outros países, com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para criar medidas para o trabalho decente na economia do século XXI.

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O Itamaraty ainda não deu detalhes sobre o discurso do presidente Lula na abertura da Assembleia Geral, mas segundo a professora de Direito Internacional do Centro Universitário do Sul de Minas, Estela Vieira, há uma expectativa mundial pelo que o presidente vai dizer no evento. “É sempre um discurso muito esperado. O presidente Lula tem uma postura internacional que sempre chama atenção da comunidade internacional, ele tem uma projeção extremamente importante para o Brasil”, ressalta a professora ao lembrar que Lula tem uma vasta experiência na ONU em função dos dois mandatos anteriores.

Para a professora Maria Estela, a questão climática é o grande desafio da ONU na atualidade e deve fazer parte das discussões. “A gente tem várias situações ocorrendo no mundo inteiro simultaneamente, eu acho que isso vai ser uma discussão muito importante e vai estar presente, inclusive, no discurso do presidente Lula por conta da situação no Rio Grande do Sul”, conclui.

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O secretário-geral da ONU convocou duas reuniões de alto nível envolvendo o clima. A primeira, nos dias 18 e 19, é a Cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, em que os países vão revisar a sua posição e o andamento das metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável, que foram aprovados em 2015 para serem atingidos até 2030. A outra, é a Cúpula de Ambição Climática, que será realizada no dia 20, e vai debater ações para incentivar os governos, setor privado e a sociedade a alcançar as metas da Convenção Quadros das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima e o Acordo de Paris. O presidente Lula foi convidado para as duas cúpulas. A comitiva do presidente brasileiro vai contar com a presença de ministros, que vão participar de reuniões temáticas, como saúde e direitos humanos, por exemplo.

Sobre a ONU

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A Organização das Nações Unidas foi criada oficialmente no período pós-Segunda Guerra Mundial, no dia 24 de outubro de 1945, por meio do documento de fundação conhecido como Carta das Nações Unidas. Atualmente, 193 Estados são membros das Nações Unidas, os quais estão representados no órgão deliberativo, a Assembleia Geral. O Brasil é um dos 51 membros fundadores da ONU, tendo depositado sua ratificação da Carta da ONU em 21 de setembro de 1945. Em 1947, o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a 1ª sessão especial da Assembleia Geral da ONU, sobre a Palestina. O país, desde 1955, profere o discurso de abertura do Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas.

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