Acordão para o pós-Temer já é costurado em Brasília

As negociações políticas para derrubar de vez Michel Temer e emplacar seu sucessor já estão a mim em Brasília; a solução com mais chances de vingar parece ser cassá-lo na Justiça Eleitoral na ação movida contra a chapa vitoriosa na eleição de 2014. E depois substituí-lo por alguém escolhido apenas pelos parlamentares para governar até dezembro de 2018; o favorito para a missão é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Rodrigo Maia
Rodrigo Maia (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Michel Temer insiste não renunciará e até convocou as baionetas para enfrentar protestos. As negociações políticas para tirá-lo do cargo e providenciar um sucessor estão a mil, no entanto. Até já desponta a solução com mais chance de vingar. Mas “as ruas” podem bagunçar o “acordão”. A Operação Lava Jato e as reformas impopulares, também.

As informações são de reportagem de André Barrocal na Carta Capital.

"Pelo visto nos bastidores do Congresso nos últimos dias, o provável caminho para trocar Temer é cassá-lo na Justiça Eleitoral na ação movida contra a chapa vitoriosa na eleição de 2014. E depois substituí-lo por alguém escolhido apenas pelos parlamentares para governar até dezembro de 2018. O favorito para a missão é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Essa solução agrada uma fatia razoável da base governista, majoritária na Câmara, onde o jogo será decidido. PSDB e DEM topam. O 'Centrão' simpatiza. Se o próximo presidente for um nome da Câmara, e não de fora, tudo certo. Por quê? 'Para continuar o serviço do Michel', diz um parlamentar. Tradução: tentar enterrar a Lava Jato.

Temer tornou-se alvo de um inquérito criminal pela suspeita de tramar contra a Lava Jato, uma forma de obstrução da Justiça, segundo o procurador-geral, Rodrigo Janot. Seu parceiro de inquérito Aécio Neves (PSDB) foi gravado a dizer que sua vida tinha virado um "inferno" de tanto trabalhar para salvar a pele de políticos enrascados. Salvar com uma lei de anistia total do crime de caixa 2, lei que precisaria da assinatura de Temer para virar realidade."

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