Acordo exclui o 'Fora, Dilma' de protestos

CUT propôs que a defesa do plebiscito para a reforma política, defendida pelo PT e pelo governo, também ficasse de fora do palanque unificado na Avenida Paulista para convencer Força Sindical a poupar Dilma, no "Dia Nacional de Lutas". No entanto, presidente da entidade, deputado Paulo Pereira da Silva, diz que pacto não impedirá palavras duras contra o governo nos atos desta quinta-feira, "por falta de atendimento às questões trabalhistas que até hoje não atendeu e não quis saber"

Acordo exclui o 'Fora, Dilma' de protestos
Acordo exclui o 'Fora, Dilma' de protestos

247 – Por intermédio da CUT, a Força Sindical aceitou poupar a presidente Dilma Rousseff no "Dia Nacional de Lutas" — com greves e manifestações por todo o País marcados para esta quinta-feira, 11.

Em troca, a Central propôs que a defesa do plebiscito para a reforma política, defendida pelo PT e pelo governo, também ficasse fora do palanque unificado na Avenida Paulista.

A UNE, que é dirigida pelo governista PCdoB, também levantará bandeiras governistas e poupará a presidente.

"No carro de som, onde estarão os presidentes das centrais, e nas faixas conjuntas não entrarão o ‘Fora, Dilma’, o ‘Fica, Dilma’ ou a reforma política. O centro da pauta é a questão trabalhista. Mas os militantes cutistas levarão cartazes em defesa da reforma política, da taxação das grandes fortunas e da reforma tributária", afirmou Vagner Freitas, presidente da CUT.

No início da semana, o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva, disse que entidade levantaria a bandeira "Fora, Dilma" se o PT insistisse em "enxertar" o tema do plebiscito pela reforma política durante as manifestações de hoje.

Mesmo após o acordo, ele garante que as palavras serão duras contra o governo Dilma nos atos desta quinta-feira, “por falta de atendimento às questões trabalhistas que até hoje ela não atendeu e não quis saber delas”.

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