Aécio: propostas de Marina são "inexequíveis"

Em entrevista ao Jornal da Globo, candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse ter dúvidas sobre a "consistência" das propostas da candidata do PSB, Marina Silva: "Temos uma nova candidata que se apresenta com um conjunto de propostas absolutamente inexequíveis do ponto de vista prático e terá de explicar isso. O custo das propostas já anunciadas até aqui, fora as que certamente ainda virão durante a campanha, significa um aumento de gastos de 150 bilhões de reais ao ano, 3 por cento do PIB"

www.brasil247.com - Em entrevista ao Jornal da Globo, candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse ter dúvidas sobre a "consistência" das propostas da candidata do PSB, Marina Silva: "Temos uma nova candidata que se apresenta com um conjunto de propostas absolutamente inexequíveis do ponto de vista prático e terá de explicar isso. O custo das propostas já anunciadas até aqui, fora as que certamente ainda virão durante a campanha, significa um aumento de gastos de 150 bilhões de reais ao ano, 3 por cento do PIB"
Em entrevista ao Jornal da Globo, candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse ter dúvidas sobre a "consistência" das propostas da candidata do PSB, Marina Silva: "Temos uma nova candidata que se apresenta com um conjunto de propostas absolutamente inexequíveis do ponto de vista prático e terá de explicar isso. O custo das propostas já anunciadas até aqui, fora as que certamente ainda virão durante a campanha, significa um aumento de gastos de 150 bilhões de reais ao ano, 3 por cento do PIB" (Foto: Roberta Namour)


SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, reconheceu que já esteve em situação mais confortável na disputa pelo Planalto, e afirmou que as promessas feitas pela adversária Marina Silva (PSB) são "inexequíveis".

Em entrevista ao Jornal da Globo que foi ao ar na madrugada desta quinta-feira, Aécio repetiu por diversas vezes que, se eleito, trará "previsibilidade" à economia, defendeu ser necessário soltar a "tampa da panela de pressão" dos preços represados com regras claras de reajuste, e prometeu que não será o presidente que tirará direito dos trabalhadores.

"Reconheço que hoje nós não temos uma situação tão confortável como tínhamos 30 dias atrás", disse o tucano ao ser questionado sobre sua posição nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, nas quais aparece em terceiro lugar.

Pesquisas do Ibope e do Datafolha divulgadas na quarta mostraram o candidato do PSDB em uma distante terceira posição, enquanto a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e Marina disputam a liderança em empate técnico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aécio voltou a dizer na entrevista que Dilma será derrotada nas eleições de outubro e, como tem feito nos últimos dias, continuou a subir o tom contra Marina, que tornou-se figura central na disputa ao assumir a cabeça de chapa do PSB com a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo em agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O tucano disse ter dúvidas sobre a "consistência" das propostas da candidata do PSB.

"Temos uma nova candidata que se apresenta com um conjunto de propostas absolutamente inexequíveis do ponto de vista prático e terá de explicar isso. O custo das propostas já anunciadas até aqui, fora as que certamente ainda virão durante a campanha, significa um aumento de gastos de 150 bilhões de reais ao ano, 3 por cento do PIB", disse Aécio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Só tem uma forma de se fazer isso: aumentando a carga tributária, que ela já disse que não vai acontecer. Então esse conjunto de propostas poderá se transformar amanhã em uma grande frustração da sociedade brasileira."

"PANELA DE PRESSÃO"

O tucano prometeu que, em um eventual governo seu, as regras para reajustes de preços como o dos combustíveis, da energia elétrica e dos transportes terão "regras claras".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Será um governo que sinalizará de forma muito clara para o mercado que as regras, inclusive de reajuste de preços, serão respeitadas e serão de conhecimento de todos", garantiu.

"Essa receita do atual governo de conter a inflação através do represamento de determinados preços, isso deu errado desde a década de 1980. Nós temos que soltar a tampa dessa panela de pressão, mas sem sustos."

Aécio lembrou ainda que "técnica ou não, o Brasil já está em recessão", e culpou o que chamou de "equívocos" do governo Dilma pelo quadro econômico atual, que também conta com inflação elevada. Ele prometeu ainda focar o centro da meta da inflação, de 4,5 por cento ao ano, ao contrário do que, segundo ele, faz o governo atual, que mira no teto da meta, que é de 6,5 por cento ao ano.

O tucano voltou a dizer que apenas sua vitória em outubro já será o bastante para sinalizar aos investidores e melhorar as expectativas da economia, inclusive com uma "redução dos juros no longo prazo".

Ele também classificou os direitos trabalhistas como uma "conquista da sociedade" e disse que não mexerá nesses direitos, embora tenha defendido o estímulo da negociação entre as partes.

Aécio, que afirmou que seu programa de governo será anunciado até o dia 15, disse ainda que esse conjunto de propostas incluirá medidas para corrigir "exageros" na concessão do seguro-desemprego. Ele, no entanto, não deu mais detalhes sobre como aconteceria essa correção.

(Por Eduardo Simões)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email