Alckmin diz não ver motivos para saída de Temer

Governador de São Paulo disse não ver "nenhum cabimento" na possibilidade de Michel Temer deixar o governo, seja por meio de renúncia ou por um processo de impeachment; "Não tem nenhum fato que justifique isso", afirmou Geraldo Alckmin; "O impeachment tem previsão legal, mas para casos muito claros de crimes de responsabilidade. O que estamos atravessando é um período de dificuldade financeira, grave crise recessiva", acrescentou, ignorando o fato de que Temer chancelou o tráfico de influência cometido por Geddel

São Paulo - SP, 04/07/2016. Presidente em exercício Michel Temer durante Abertura Oficial do Global Agribusiness Forum 2016. Foto: Beto Barata/PR
São Paulo - SP, 04/07/2016. Presidente em exercício Michel Temer durante Abertura Oficial do Global Agribusiness Forum 2016. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Paulo Emílio)

247 - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse não ver "nenhum cabimento" quanto a possibilidade de Michel Temer deixar o governo, seja por meio de renúncia ou através de um processo de impeachment. "Não tem nenhum fato que justifique isso", afirmou Alckmin

"O impeachment tem previsão legal, mas para casos muito claros de crimes de responsabilidade. O que estamos atravessando é um período de dificuldade financeira, grave crise recessiva. Quanto mais rápido o governo agir, mais depressa sairemos dessa crise, e eu defendo total apoio às medidas do governo para recuperação do emprego e da renda", disse o governador durante uma ação de combate ao mosquito Aedes Aegypti em uma escola estadual.

Alckmin disse que "não está em cogitação" a possibilidade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) assumir a Presidência da República por via indireta, com um mandato tampão terminando em 2018. "FHC é um estadista, nem ele admite isso", completou.

Nesta quinta-feira (1), FHC disse, durante uma entrevista à Globo News, que "o governo atual é uma pinguela, nesse caso você está considerando que a pinguela caiu, mas eu prefiro acreditar que isso não vá acontecer. Faço todo esforço para que não haja a queda do Temer". "Mas se a pinguela cair, o Congresso terá de convocar eleições diretas. Porque é difícil governar nessa situação de escolha indireta pelo Congresso, sem o respaldo popular", destacou.

FHC já havia chamado o governo Temer de pinguela numa entrevista em setembro. Relembre:

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