Alckmin embaralha cartas e quer prévias no PSDB

Governador tucano defende processo transparente para escolha entreRicardo Trpoli, Andrea Matarazzo, Bruno Covas e Jos Anbal

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247 – A entrada do secretário de cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, na disputa pela Prefeitura de São Paulo levou o governador Geraldo Alckmin a defender prévias para o PSDB nesta semana. Com Matarazzo, que conta com o apoio do ex-governador José Serra, já são quatro os candidatos à vaga dentro do partido. Os secretários estaduais Bruno Covas, do Meio Ambiente, e José Aníbal, de Energia, também manifestaram intenção de concorrer, assim como o deputado federal Ricardo Tripoli. “Eu acho que, a primária ou a prévia, quanto mais você amplia a consulta, melhor é a decisão. Legitima quem sai candidato”, disse Alckmin depois de participar de cerimônia de sanção de lei que autorizou a concessão de incentivos fiscais para o Itaquerão.

Segundo Alckmin, “quem não for escolhido, teve a oportunidade de disputar e tem o dever moral de apoiar”. O governador disse, contudo, que só deve se envolver no assunto no ano que vem. De acordo com aliados, Alckmin vem incentivando os tucanos a postularem suas candidaturas, mas teria preferência pelo secretário Bruno Covas, neto do ex-governador Mário Covas, a quem já teria até sondado para a disputa. As prévias serviriam de teste para o nome do secretário, que avisou que só entra na briga com o apoio incondicional de Alckmin.

A estratégia de realizar prévias ou primárias com a participação de militantes vem sendo ventilada há meses pelo líder do partido no Senado, Alvaro Dias (PR), que enxerga na disputa uma forma de renovar a imagem do partido e reforçar o apoio aos candidatos durante as disputas. O efeito só será alcançando, entretanto, se o processo correr de forma séria e sem manipulação. A possibilidade de realizar prévias no PSDB foi ventilada antes das eleições de 2010, mas o ex-governador José Serra, que hoje apoia a consulta, se impôs perante a candidatura à Presidência do hoje senador Aécio Neves (MG), dispensando o procedimento.

No PT, apesar do grande número de candidatos (estão no páreo os senadores Marta e Eduardo Suplicy, e os ministros da Educação e da Ciência e Tecnologia, Fernando Haddad e Aloizio Mercadante, entre outros 10 nomes), a possibilidade de realizar prévias parece não animar as lideranças. “A prévia está contida no estatuto e é um direito dos filiados, mas nós preferimos dar prioridade ao debate político, para chegar ao consenso”, defende o presidente do diretório municipal, vereador Antonio Donato.

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