"Aliança pelo Brasil" de Bolsonaro é um fiasco e conseguiu apenas 10% das assinaturas para registro

Idealizado por Jair Bolsonaro, o partido Aliança pelo Brasil conseguiu validar apenas 42.730 assinaturas das 492 mil necessárias para criar a legenda

Bolsonaro e placa do partido feita de munição
Bolsonaro e placa do partido feita de munição (Foto: Marcos Corrêa/PR | Reprodução/Twitter)
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247 - Idealizado por Jair Bolsonaro, o partido Aliança pelo Brasil  conseguiu apenas 10% das assinaturas necessárias à sua criação. O ex-capitão, que deixou o PSL há cerca de um ano, já avalia a possibilidade de se filiar a uma oura legenda em 2021. “Não é fácil formar um partido hoje em dia. A gente está tentando, mas, se não conseguir, a gente em março vai ter uma nova opção”, disse Bolsonaro a apoiadores nesta segunda-feira (23). 

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o Aliança pelo Brasil conseguiu validar apenas 42.730 assinaturas das 492 mil necessárias para criar a legenda. Conforme a Justiça Eleitoral, outras 103.482 fichas precisam ser finalizadas e  validadas, enquanto 5.010 estão sob análise  e 6.548 ainda estão no sistema. Outros 38.070 apoiadores foram rejeitados e excluídos.

Belmonte disse que a pandemia do coronavírus atrapalhou a coleta de assinaturas e estipulou 31 de janeiro como nova data limite. Afirmou, no entanto, que já enviou ao sistema do TSE 180 mil fichas que estão à espera de verificação. No último fim de semana, de acordo com ele, o Aliança conseguiu coletar mais 40 mil assinaturas. Ao ser lançado, em 21 de novembro de 2019, dirigentes do novo partido previam que até março deste ano seria possível obter o apoio necessário para torná-lo viável a tempo de concorrer às eleições municipais.

O advogado e vice-presidente do Aliança pelo Brasil, Luís Felipe Belmont, observou que continua atuando para viabilizar a criação do partido. “A única orientação que eu tenho dele (Bolsonaro) é para fazer o partido ficar pronto. Continuo com o mesmo propósito, mas, se depois de pronto ou até antes disso, tiver outra opção, eu não sei dizer porque é uma questão de conveniência política dele”, disse. 

“A tendência é de que, ele tendo um partido próprio, esteja nesse partido”, completou. Enquanto isso não acontece, partidos de direita como o PSL, Republicanos, PTB, Progressistas, Patriota e PL já sinalizaram que podem abrigar Bolsonaro em 2021. 

 

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