Alinhado aos EUA, Brasil defende novas eleições na Venezuela
Ministério das Relações Exteriores, comandado por Ernesto Araújo, reiterou a defesa pela "restauração da democracia" na Venezuela e o não reconhecimento da legitimidade do segundo mandato presidencial de Nicolás Maduro; durante discurso de posse, Nicolás Maduro afirmou há uma tentativa internacional de "principiar um processo de desestabilização", e disse que Jair Bolsonaro é "um fascista"
247 com Agência Brasil - O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reiterou hoje (10) a defesa pela "restauração da democracia" na Venezuela e o não reconhecimento da legitimidade do segundo mandato presidencial de Nicolás Maduro. Em nota, o Itamaraty informou que mantém a confiança na Assembleia Nacional Constituinte e o apelo para novas eleições no país.
"O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano", diz o documento do Itamaraty.
A mesma posição foi ratificada pelo Brasil durante reunião do Grupo de Lima no último dia 4, na capital peruana, que defendeu a transmissão do poder para o parlamento venezuelano e a convocação de novas eleições para escolha de presidente da República. A nota do Itamaraty é divulgada no dia em que Maduro toma posse para mais seis anos de mandato.
Durante discurso de posse, Nicolás Maduro afirmou há uma tentativa internacional de "principiar um processo de desestabilização", e disse que Jair Bolsonaro é "um fascista", contaminado pela direita venezuelana, que vem impulsando a "direita de toda a região" (leia mais).