Altman: se Dilma quer paz, que se prepare para guerra

Colunista Breno Altman destaca que nova orientação da oposição é "cristalina" desde o segundo turno das eleições: "acuar e sabotar o governo desde o primeiro momento"; ele avalia que "espanta", porém, "a paralisia do governo e seu bloco político"; "Há três semanas o conservadorismo opera sem maiores constrangimentos ou contraposição", afirma; para ele, presidente Dilma não deve repetir os erros de Getúlio Vargas, que fez várias concessões após ter sido eleito em 1951 "sem maioria parlamentar e encurralado pela imprensa" e acabou isolado e desgastado; segundo Altman, "há ensinamentos importantes que eventualmente poderiam ser tirados da tragédia getulista" pela presidente Dilma Rousseff

Colunista Breno Altman destaca que nova orientação da oposição é "cristalina" desde o segundo turno das eleições: "acuar e sabotar o governo desde o primeiro momento"; ele avalia que "espanta", porém, "a paralisia do governo e seu bloco político"; "Há três semanas o conservadorismo opera sem maiores constrangimentos ou contraposição", afirma; para ele, presidente Dilma não deve repetir os erros de Getúlio Vargas, que fez várias concessões após ter sido eleito em 1951 "sem maioria parlamentar e encurralado pela imprensa" e acabou isolado e desgastado; segundo Altman, "há ensinamentos importantes que eventualmente poderiam ser tirados da tragédia getulista" pela presidente Dilma Rousseff
Colunista Breno Altman destaca que nova orientação da oposição é "cristalina" desde o segundo turno das eleições: "acuar e sabotar o governo desde o primeiro momento"; ele avalia que "espanta", porém, "a paralisia do governo e seu bloco político"; "Há três semanas o conservadorismo opera sem maiores constrangimentos ou contraposição", afirma; para ele, presidente Dilma não deve repetir os erros de Getúlio Vargas, que fez várias concessões após ter sido eleito em 1951 "sem maioria parlamentar e encurralado pela imprensa" e acabou isolado e desgastado; segundo Altman, "há ensinamentos importantes que eventualmente poderiam ser tirados da tragédia getulista" pela presidente Dilma Rousseff (Foto: Gisele Federicce)

247 – A oposição passou para a ofensiva, escreve o colunista Breno Altman, em seu blog no 247. A nova orientação desde o segundo turno das eleições, diz ele, "é cristalina": "acuar e sabotar o governo desde o primeiro momento". Escalada contra o PT inclui, segundo ele, "limar a popularidade de Lula e construir um cenário de isolamento e derrocada da esquerda". Os motivos da oposição, de acordo com seu artigo:

Move-se fundamentalmente por cálculo político. Além das investigações sobre desvios na principal empresa nacional, o antipetismo reformula a atuação porque avalia ter, a seu favor, um quadro de dificuldades econômicas, divisão na base aliada e confusão nas hostes governistas.

O recuo oposicionista, por outro lado, poderia significar o caminho ao cadafalso em 2018, pois daria tempo para o oficialismo arrumar a casa, relançar reformas e reocupar espaços, impulsionado pela eventual candidatura do primeiro presidente petista.

Altman destaca, no entanto, que "não há surpresa nesta guinada oposicionista", mas sim na "paralisia do governo e seu bloco político". "Há três semanas o conservadorismo opera sem maiores constrangimentos ou contraposição", afirma ele.

O governo atua, em muitas oportunidades, como se o objetivo principal fosse acalmar o lado derrotado, acenando com a possibilidade de absorver determinadas pressões do mundo rentista e mitigar as reivindicações do campo político-social que sagrou-se vitorioso nas urnas.

Segundo o jornalista, a presidente Dilma Rousseff não pode repetir os erros de Getúlio Vargas em seu segundo mandato que, ao reassumir o governo em 1951 "sem maioria parlamentar e encurralado pela imprensa", acabou fazendo concessões e acaba se isolando e se desgastando. "Vira refém de instituições controladas pela direita golpista".

"Nada de tão sinistro está à vista para a segunda administração da presidente Dilma Rousseff. Mas há ensinamentos importantes que eventualmente poderiam ser tirados da tragédia getulista", constata Breno Altman.

Leia aqui a íntegra de seu artigo.

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