Após 3 derrotas, por que Serra venceria agora?

Dirigentes e militantes do partido dos tucanos já se fazem essa pergunta: vale mesmo a pena investir de novo em José Serra?; ex-governador se escala para prévias partidárias, mas o apelo de concorrer com Aécio Neves pela primeira vez parece empolgar mais os tucanos do que a velha alternativa do candidato intelectualizado com dificuldades de se aproximar do povo; paulista quer saber quais são as condições da disputa; se não gostar, ele fica disciplinadamente ou, indignado, sairá do partido?; o jogo de José Serra está longe de estar completado

Dirigentes e militantes do partido dos tucanos já se fazem essa pergunta: vale mesmo a pena investir de novo em José Serra?; ex-governador se escala para prévias partidárias, mas o apelo de concorrer com Aécio Neves pela primeira vez parece empolgar mais os tucanos do que a velha alternativa do candidato intelectualizado com dificuldades de se aproximar do povo; paulista quer saber quais são as condições da disputa; se não gostar, ele fica disciplinadamente ou, indignado, sairá do partido?; o jogo de José Serra está longe de estar completado
Dirigentes e militantes do partido dos tucanos já se fazem essa pergunta: vale mesmo a pena investir de novo em José Serra?; ex-governador se escala para prévias partidárias, mas o apelo de concorrer com Aécio Neves pela primeira vez parece empolgar mais os tucanos do que a velha alternativa do candidato intelectualizado com dificuldades de se aproximar do povo; paulista quer saber quais são as condições da disputa; se não gostar, ele fica disciplinadamente ou, indignado, sairá do partido?; o jogo de José Serra está longe de estar completado (Foto: Felipe L. Goncalves)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 – Por que Serra outra vez? No partido dos tucanos, essa pergunta corta, neste momento, a militância e os dirigentes. Perto de definir se fará prévias para a escolha de seu candidato a presidente da República em 2014, o PSDB já tem um candidato querendo participar. Ele mesmo, o ex-governador que concorreu sem sucesso à Presidência em 2002 e 2010 e, ainda, perdeu a eleição para prefeito de São Paulo em 2012. Na primeira tentativa nacional, Serra foi batido por Lula, mas nos dois momentos seguintes ficou atrás de dois então chamados 'postes' políticos, Dilma Rousseff e Fernando Haddad.

Com esse histórico, e tendo diante de si um candidato invicto em eleições – o ex-governador mineiro Aécio Neves, que nunca perdeu uma disputa popular da qual tenha participado --, o que Serra teria para oferecer aos tucanos em termos de competitividade?

A aposta dele é, basicamente, em seu próprio recall, obtido por sua presença na cena política do Brasil redemocratizado desde 1982 e, especialmente, nas disputas presidenciais. Serra ficou marcado nas disputas contra Lula e Dilma como um anti-PT. Essa característica, agora, ele acredita que poderá ajudá-lo se houver, no próximo ano, um quadro de dificuldades econômicas para o País. O ex-governador, em seus próprios cálculos, seria, então, visto como a alternativa mais confiável para mudar o curso da política econômica.

O problema para Serra é que, além do histórico de derrotas, ele teria pela frente, nas prévias, um Aécio que hoje ocupa a presidência do PSDB. O senador mineiro já vai percorrendo o Brasil e, antes mesmo de dar a largada, tem realizado reuniões numerosas com prefeitos da legenda e mantido contato estreito com os dirigentes regionais. Ele parte, ainda, do apoio do ex-presidente Fernando Henrique para reforçar politicamente sua candidatura.

Com este adversário de peso, Serra, no momento em que disse que gostaria de concorrer às prévias, também deixou no ar uma suspeita. Ao questionar sobre quais seriam as condições da disputa, ele pode ter deixado aberta uma porta não para participar da eleição interna, mas para, isso sim, sair do próprio partido. Regras das quais não goste podem ser o pretexto que ele busca para, prejudicado, tentar se viabilizar por outra legenda – e o PPS do deputado Roberto Freire o espera, para esta missão, de braços abertos.

Com seu jeito obscuro de fazer política, deixando para abrir seus projetos pessoais sempre à última hora, Serra conseguiu, ao aderir, à princípio, às prévias, sair do córner em que estava colocado. Até então, ele não havia se declarado candidato a presidente. Agora, passou a ser parte interessada nesta disputa. A depender da proposta que o partido apresente sobre como será a disputa interna, Serra avançará sobre o que verdadeiramente irá fazer: ficar, para tentar empolgar a base tucana, ou sair e fazer-lhe oposição. O jogo do ex-governador ainda está muito longe de ser completado.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email