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Banco do Brasil recorre contra decisão da Comissão de Ética que inocentou seu ex-vice-presidente

Deciso que deveria ter sido vista com alvio pelo banco presidido por Aldemir Bendine, que incluiu Allan Toledo em plano de demisso voluntria de R$ 1 milho, revela confuso em que instituio est metida

Banco do Brasil recorre contra decisão da Comissão de Ética que inocentou seu ex-vice-presidente (Foto: Montagem/247)
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247 – O Banco do Brasil está virando uma instituição sui generis. O que deveria ser uma decisão digna de comemoração e alívio – a manifestação, pelo Conselho de Ética da Presidência da República, da inocência do ex-vice-presidente Allan Toledo sobre a suspeita de recebimentos ilegais de R$ 1 milhão em sua conta corrente -, virou motivo para pedido de recurso. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, representantes do BB procuraram o Conselho para protestar pelo fato de o banco não ter sido ouvido no processo de Toledo. O banco quer a reabertura do caso, o que na prática configura um recurso sobre a decisão.

247 procurou o Banco do Brasil para a confirmação da notícia, mas a informação obtida foi a de que “o banco não tem comentários a fazer”. Na verdade, tratava-se, antes, de reconhecer ou não a veracidade da informação de entrada de recurso contra a decisão do Conselho de Ética, publicada originalmente na Folha. Porém, nem mesma a confirmação ou negativa da existência desse ato jurídico formal foi dada pela instituição. Insistiu-se: “O Banco do Brasil não faz comentário sobre esse assunto”.

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O posicionamento oficial, vindo da área de assessoria de imprensa, torna a motivação do recurso ainda mais obscura. O ex-vice-presidente Allan Toledo deixou o Banco do Brasil em meados do ano passado dentro de um plano de demissão voluntária, no qual recebeu cerca de R$ 1 milhão em indenizações. Não sofreu na ocasião qualquer tipo de acusação formal a respeito de um eventual desvio de recursos praticado durante sua gestão na área de grandes empresas. Este ano, porém, Toledo teve seu sigilo bancário quebrado, com o extrato que mostrava um depósito de R$ 1 milhão em sua conta corrente escancarado na mídia, ponto central de uma reportagem de primeira página no jornal Folha de S. Paulo. No Conselho de Ética, Toledo conseguiu provar que o dinheiro viera da venda de um imóvel do qual era procurador. A alegação, sustentada por uma série de documentos, foi aceita pelo Conselho. Mas o Banco do Brasil não gostou da decisão. “Talvez os responsáveis pelo banco estejam com medo do que vem pela frente”, arrisca o advogado José Roberto Batocchio, que defende Toledo frente a quebra de sigilo, pela qual o próprio Banco do Brasil é acusado.

O receio a que se refere Batocchio é o processo que Toledo está decidido a abrir contra o Banco, pela quebra do seu sigilo bancário. Uma questão jurídica que poderá envolver grandes cifras, em razão do prejuízo moral acarretado ao ex-vice-presidente da instituição.

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À época do desligamento de Toledo, o Banco do Brasil não fez qualquer menção de acusar o ex-vice-presidente por algum ilícito. Essa hipótese, porém, ganhou corpo a partir do vazamento com a movimentação em sua conta corrente. Acreditando nessa possibilidade, o BB teria, a princípio, economizado cerca de R$ 1 milhão para seus acionistas – e o governo federal é maioria --, uma vez que Toledo mereceria um processo, em lugar de ter sido contemplado, como ocorreu, no plano de demissão voluntária. O confuso movimento da direção do BB mostra, agora, o quanto ela própria está confusa.

 

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