BC, Schahin e FGC convocados à Câmara

Deputado Nelson Bornier (foto) aprova convocao do BC e do banco de Taufic Schahin Comisso de Fiscalizao da Cmara

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – Foi aprovado na manhã desta quarta-feira pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara requerimento de convocação para que representantes do Banco Central (BC), BMG e Schahin prestem esclarecimentos sobre “irregularidades na compra do Banco Schahin pelo Banco BMG”. Apresentado pelo deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), o requerimento foi aprovado por 15 votos a 2 e também inclui na convocação um representante da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Maria Fernanda Ramos Coelho e um representante da direção do Banco Panamericano.

Segundo Bornier, “eles vão ter de explicar tudo”. “Por que há dois pesos e duas medidas? Com o Morada eles usaram uma modalidade e com o Schahin outra. Cobriram o rombo do Schahin e no Morada optaram pela intervenção, sendo que ocorreram na mesma semana”, disse o deputado ao Brasil 247. “Muitas das ações da Schahin ainda estão pendentes com ações judiciais, então o controle acionário não poderia ser vendido”, completa. Também estão convocados o diretor do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), Antônio Carlos Bueno, e um representante do Ministério Público Federal. Durante a semana será agendada uma data para a audiência.

O BMG contou recentemente com R$ 800 milhões do FGC, mesmo sem apresentar as garantias necessárias, numa operação repleta de pontos nebulosos. Na mesma semana, o BC decretou a intervenção no Banco Morada, cuja situação financeira era menos grave que a do Schahin. Para representar o BMG, foi convocado nominalmente o presidente do conselho do banco, Ricardo Pentagna Guimarães. De acordo com o requerimento, o Schahin deve ser representado por seu presidente, Carlos Eduardo Schahin. Do Banco Central, o nome apontado é o de seu diretor de Fiscalização, Alvir Hoffmann.

As representações de CEF, Panamericano e CVM foram convocadas para comentar polêmica parecida. O Banco Panamericano foi socorrido pelo FGC com a injeção de R$ 3,8 bilhões e, logo depois, comprado pelo BTG Pactual, que tem 17 anos para pagar o valor injetado. Se preferir saldar a dívida neste ano, contudo, o BTG precisaria desembolsar apenas R$ 450 milhões. Os envolvidos alegam que os recursos do FGC não são públicos e que resgatar o Panamericano seria melhor que permitir que sua quebra afetasse todo o sistema financeiro nacional. O problema é que a CEF tinha comprado, no fim de 2009, metade do Panamericano, um banco prestes a quebrar, numa transação aprovada pelo Banco Central.

O representante do Schahin convocado nesta quarta-feira já havia sido convidado, entre outros acionistas do banco, para participar em dezembro passado de audiência pública sobre uma série de denúncias de irregularidades na instituição financeira, mas, depois de um adiamento devido à ausência dos convocados, apenas o chefe-adjunto do Departamento de Supervisão de Bancos e Conglomerados Bancários do Banco Central, René Luiz Grande, compareceu à reunião. Desta vez, Nelson Bornier tem confiança de que todos comparecerão. “Ninguém será doido de não vir. Isso significaria mostrar que eles estão devendo”, diz.

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