Berzoini: "erros do Governo" racharam base

Deputado federal do PT diz que "base do governo vem, há vários meses, demonstrando dificuldade de falar a mesma língua, ou pelo menos traduzir de forma leal as diferenças de opinião" e isso seria culpa do governo, "que age de forma distante dos deputados e senadores"; ele diz que a presidente precisa dar "sinais claros de disposição para um diálogo verdadeiro”

Berzoini: "erros do Governo" racharam base
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247 – O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) afirma que as dificuldades de relacionamento na base do Governo no Congresso “decorrem de erros do Governo, que age de forma distante dos deputados e senadores”. Para ele, as manifestações que explodiram no país em junho “podem servir para o governo buscar reaglutinar a base”. Ele cobra que o Planalto dê “sinais claro de disposição para um diálogo verdadeiro”.

“O PT sempre teve muitas divergência internas, sem que isso rachasse o partido. É da natureza do partido. Já a base do governo vem, há vários meses, demonstrando dificuldade de falar a mesma língua, ou pelo menos traduzir de forma leal as diferenças de opinião. Isso decorre também de erros do governo, que age de forma distante dos deputados e senadores. Essas manifestações podem servir para o governo buscar reaglutinar a base. E também para que a relação da presidenta com os partidos e movimentos sociais se fortaleça. Mas pra isso é preciso dar sinais claros de disposição para um diálogo verdadeiro”, afirmou o parlamentar, em entrevista ao jornal da Associação dos Bancários Aposentados de São Paulo (Abaesp).

Integrante do grupo de trabalho da reforma política da Câmara, Berzoini diz que o ideal seria a realização do plebiscito, com o resultado sendo transformado em novas leis ou emendas constitucionais. “O PT continua defendendo o plebiscito e trabalha para viabilizá-lo, apesar da resistência de vários partidos, da base do governo e da oposição. Mas o grupo de trabalho foi instalado pelo presidente da Câmara e seria muito ruim o PT não participar. Vamos, portanto, renovar nossa esperança de que ele produza algum resultado positivo, mas permanecemos na luta por um plebiscito, para que o povo possa participar”, disse.

O petista ainda defende a democratização dos meios de mídia, embora reconheça que este é um tema polêmico. “Democracia significa poder votar e ser votado, participar da política e ter acesso às informações. No Brasil, a mídia, tanto nas TVs como no Rádio e nos jornais, é extremamente parcial e sonega um dos maiores valores da democracia que é a publicização de posições políticas divergentes. A legislação de vários países prevê a obrigação de que os meios de comunicação, que são concessões do poder público, no caso de rádio e tv, ou recebem vantagens tributárias, como o papel de imprensa, que tem imunidade tributária, caso de revistas e jornais, sejam relativamente imparciais. Não é o que ocorre no Brasil. Mas esse tema tem sido tratado como ameaça de censura, em mais uma distorção que os meios praticam. Essa é a opinião do PT. Mas é um tema muito polêmico. Vamos trabalhar para mobilizar o povo em defesa da democracia nos meios de comunicação”, afirmou.

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