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'Bola da vez', Wagner é atacado R$ 50 mil

O novo vazamento seletivo deste fim de semana contra o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, diz respeito a uma doação de R$ 50 mil feito pela empresa Piemonte, do delator Júlio Camargo, à campanha de 2006, quando ele concorreu ao governo da Bahia e venceu; os R$ 50 mil da Piemonte representam 1,2% da arrecadação da campanha de Wagner naquele ano; em nota, o ministro da Casa Civil informou que "acredita que o Brasil será um outro país após a apuração das denúncias"; ele também pontuou que "a doação de R$ 50 mil para sua campanha está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada”

O novo vazamento seletivo deste fim de semana contra o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, diz respeito a uma doação de R$ 50 mil feito pela empresa Piemonte, do delator Júlio Camargo, à campanha de 2006, quando ele concorreu ao governo da Bahia e venceu; os R$ 50 mil da Piemonte representam 1,2% da arrecadação da campanha de Wagner naquele ano; em nota, o ministro da Casa Civil informou que "acredita que o Brasil será um outro país após a apuração das denúncias"; ele também pontuou que "a doação de R$ 50 mil para sua campanha está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada” (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Transformado em 'bola da vez' na nova onda de vazamentos seletivos da Operação Lava Jato, logo após a curta trégua de fim de ano, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, é alvo de mais uma denúncia neste fim de semana: a de que teria recebido, em 2006, uma doação eleitoral de R$ 50 mil da empresa Piemonte, pertencente ao lobista Júlio Carmargo, um dos principais corruptores do País, que fechou acordo de delação premiada.

A reportagem está na edição deste domingo do jornal Estado de S. Paulo, que já começou a circular (leia aqui). Os R$ 50 mil representam 1,16% da arrecadação total da campanha de Wagner naquele ano, que foi de R$ 4.287.610,77. Wagner se elegeu governador da Bahia naquele ano e conseguiu se reeleger em 2010.

Nos últimos dias, o ministro da Casa Civil foi alvo de um movimento organizado de vazamentos. A primeira denúncia foi uma mensagem trocada por ele com Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Depois disso, vazou um trecho da delação de Nestor Cerveró, em que ele afirmou que a construção de um edifício da Petrobras em Salvador ajudaria a financiar a campanha de Wagner – a obra, no entanto, começou cinco anos depois das eleições.

Agora, é a vez da acusação referente a Júlio Camargo. Por meio de nota, o ministro da Casa Civil se defendeu. “Ministro Jaques Wagner está à disposição do Ministério Público e das autoridades competentes. Ele confia no resultado das investigações. Acredita que o Brasil será um outro país após a apuração das denúncias. Ele não vai comentar o depoimento pois não conhece seus termos na íntegra e dentro do seu real contexto. Informa que a doação de R$ 50 mil para sua campanha está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada", diz o texto.

Nos próximos dias, a oposição tentará convencer o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a abrir inquérito contra Wagner, numa estratégia para desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff e tentar fazer avançar o processo de impeachment.