Bolsonaro deve fazer cirurgia no dia 20 de janeiro
O presidente eleito Jair Bolsonaro revelou neste sábado que sua nova consulta está marcada para o dia 19 de janeiro e que, possivelmente, no dia seguinte será realizada a operação de retirada da sua bolsa de colostomia. A cirurgia para a retirada da bolsa estava marcada para 12 de dezembro, mas uma inflamação adiou a cirurgia. Bolsonaro também comentou a participação do filho Carlos na Comunicação do governo: "os meus filhos continuam comigo sem qualquer problema. Ele (Carlos) tem um espaço no governo se assim desejar. Ele continua operando (minhas redes sociais)"
247 - O presidente eleito Jair Bolsonaro revelou neste sábado que sua nova consulta está marcada para o dia 19 de janeiro e que, possivelmente, no dia seguinte será realizada a operação de retirada da sua bolsa de colostomia. A cirurgia para a retirada da bolsa estava marcada para 12 de dezembro, mas uma inflamação adiou a cirurgia. Bolsonaro também comentou a participação do filho Carlos na Comunicação do governo: "os meus filhos continuam comigo sem qualquer problema. Ele (Carlos) tem um espaço no governo se assim desejar. Ele continua operando (minhas redes sociais)".
A reportagem do jornal O Globo relata declarações do presidente eleito: "questionado sobre o apetite do DEM, partido do futuro ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni, sobre espaços vagos no ministério, Bolsonaro minimizou o descontentamento de integrantes do seu partido, o PSL: 'o DEM não conseguiu nenhum ministério. Quem indicou a senhora Teresa Cristina foi a bancada ruralista, mais de 200 deputados e senadores. Quem indicou Mandetta também foi a bancada da Saúde da Câmara. Por coincidência, ele era do DEM. Se fosse do PSDB, teria sido acolhido por mim da mesma maneira. Não é festa, não estou lá para fazer isso nem para fazer um governo como os anteriores'."
Bolsonaro voltou a criticar o programa Mais Médicos: "temos muitos cubanos que tem família lá em Cuba e já constituíram famílias aqui. Esse projeto destruiu famílias. Muita mulher cubana está aqui há um ano sem ver o seu filho e isso, no meu entender, é mais do que tortura, é um ato criminoso praticado pelo governo de Cuba bem como pelo desgoverno do PT."
Sobre os refugiados venezuelanos em Roraima, ele disse: "não podemos deixá-los à própria sorte nem que o governo de Roraima resolva a situação. O que falta ao governo do Brasil é se antecipar aos problemas. Talvez, campos de refugiados, e fazer um rígido controle. Tem gente fugindo da fome e da ditadura, e tem gente também que nós não queremos no Brasil."
O presidente eleito ainda falou sobre a nomeação do colombiano Vélez Rodríguez para a pasta da Educação: "pelo que eu sei, [Vélez] não é evangélico. Mas atende aquilo que a bancada evangélica defende, os princípios, valores familiares e respeito à criança"
A entrevista foi concedida por Bolsonaro após participar de cerimônia na Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse neste sábado (24) que a nomeação de Ricardo Vélez Rodriguez para o Ministério da Educação atende a “valores familiares e respeito à criança”. Ele negou pressão da bancada evangélica, embora tenha reconhecido que o indicado agrade aos líderes do segmento.
“Pelo que eu sei, [Vélez] não é evangélico. Mas atende aquilo que a bancada evangélica defende, os princípios, valores familiares e respeito à criança”, afirmou Bolsonaro, em entrevista após participar de cerimônia na Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio.
Antes da nomeação de Vélez, as negociações indicavam para a escolha de Mozart Ramos, do Instituto Ayrton Senna, nome que desagradou aos evangélicos. Bolsonaro afirmou que não havia batido o martelo por nenhum nome antes da definição sobre o colombiano naturalizado brasileiro.
“Várias pessoas me procuram, são indicadas, eu converso com todos”, alegou, dizendo que a imprensa “comeu barriga” ao anunciar o nome de Ramos.
Questionado neste sábado sobre críticas a declarações de Vélez sobre uma educação mais conservadora, Bolsonaro afirmou que “se [educação] plural é ensinar sexo para criancinhas, parabéns ao futuro ministro.
“Escola é lugar de aprender uma profissão e também noções de cidadania e patriotismo, amor à pátria. É isso que nós queremos, e não ficar com essa história de ideologia de gênero ou formando militantes”, afirmou.
Nascido em 1943, Vélez é autor de livros como "A Grande Mentira - Lula e o Patrimonialismo Petista" (Vide Editorial). A sinopse do título diz: "O PT conseguiu potencializar as raízes da violência, que já estavam presentes na formação patrimonialista do nosso Estado e que se reforçaram com o narcotráfico, mediante a disseminação ao longo dos últimos treze anos, de uma perniciosa ideologia que já vinha inspirando a ação política do Partido dos Trabalhadores: a 'revolução cultural gramsciana'".
A escolha de Rodríguez contou com o respaldo do escritor Olavo de Carvalho que, em outubro, publicou nas redes sociais que era o colombiano quem deveria assumir a Educação. Ele também é apoiado pelos filhos políticos do eleito, em especial do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que acompanhou a conversa.
DEM
Bolsonaro negou que o DEM venha ganhando grande presença em seu governo, mas que estaria gerando críticas dentro do partido do presidente eleito, o PSL. O DEM já tem dois ministros, Tereza Cristina, da Agricultura, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, além do aliado de primeira hora e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
“O DEM não conseguiu nenhum ministério. Quem indicou a senhora Tereza Cristina, do DEM, foi a bancada ruralista, que tem mais de 200 deputados. Quem indicou o Mandetta, além de outras instituições, foi a bancada da Saúde. Se fosse do PSDB, seis acolhido por mim da mesma forma”, afirmou.
O presidente eleito disse que vem mantendo conversas para fechar o ministério, mas evitar dar um prazo para a conclusão das negociações. E repetiu que o segundo escalão será ocupado pronomes técnicos.
“Não estou lá para fazer festa como em governos anteriores”, disse ele, afirmando que não vai “jogar cargos para o alto”.

