Campos ao JN: "O Brasil está perdendo de 7 a 1"

O presidenciável Eduardo Campos, do PSB, foi o segundo a ser entrevistado pelo Jornal Nacional; ele bateu duro na economia e na presidente Dilma Rousseff; "não perdemos de 7 a 1 só na Copa; estamos com 7% de inflação e 1% de crescimento";  no depoimento a William Bonner e Patrícia Poeta, ele rebateu acusações de nepotismo, como na escolha de Ana Arraes, sua mãe, para o Tribunal de Contas da União; "se a nomeação fosse minha, seria nepotismo; ela disputou uma eleição no parlamento e venceu"; entrevista foi mais branda do que a de Aécio Neves

O presidenciável Eduardo Campos, do PSB, foi o segundo a ser entrevistado pelo Jornal Nacional; ele bateu duro na economia e na presidente Dilma Rousseff; "não perdemos de 7 a 1 só na Copa; estamos com 7% de inflação e 1% de crescimento";  no depoimento a William Bonner e Patrícia Poeta, ele rebateu acusações de nepotismo, como na escolha de Ana Arraes, sua mãe, para o Tribunal de Contas da União; "se a nomeação fosse minha, seria nepotismo; ela disputou uma eleição no parlamento e venceu"; entrevista foi mais branda do que a de Aécio Neves
O presidenciável Eduardo Campos, do PSB, foi o segundo a ser entrevistado pelo Jornal Nacional; ele bateu duro na economia e na presidente Dilma Rousseff; "não perdemos de 7 a 1 só na Copa; estamos com 7% de inflação e 1% de crescimento";  no depoimento a William Bonner e Patrícia Poeta, ele rebateu acusações de nepotismo, como na escolha de Ana Arraes, sua mãe, para o Tribunal de Contas da União; "se a nomeação fosse minha, seria nepotismo; ela disputou uma eleição no parlamento e venceu"; entrevista foi mais branda do que a de Aécio Neves (Foto: Aline Lima)
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247 – Na segunda entrevista com presidenciáveis ao Jornal Nacional, o candidato do PSB, Eduardo Campos, conseguiu responder às perguntas com tranquilidade suficiente para intercalar diferentes slogans de sua campanha. Frases como “só há uma promessa, a de a melhorar a vida do povo brasileiro”, “nosso compromisso número um é retomar à inflação à meta” ou “esse é o único governo que vai entregar o país pior do que pegou” foram ditas por ele, entre as respostas a William Bonner e Patrícia Poeta, com bastante naturalidade.

Na promessa de abordar temas polêmicos, Bonner atalhou uma resposta de Campos sobre sua plataforma econômica – “com um crescimento fiscal que vai abrir espaço para um Banco Central independente e a formação de um comitê de responsabilidade fiscal”:

- Vamos a uma questão ética. O sr. considera que foi ético seu apoio a Ana Arraes, sua mãe, para um cargo vitalício no Tribunal de Contas?, perguntou o âncora do JN.

Campos não se abalou. Explicou que sua mãe era funcionária concursada da Justiça, portanto em condições de pleitear cargos eletivos na carreira jurídica. Como deputada federal eleita duas vezes por Pernambuco, “com votações crescentes”, como frisou o presidenciável em sua resposta, Campos confirmou que, sim, “torci por ela”, mas que não tinha poderes sobre os deputados federais para comandar-lhes do voto.

- O sr. acha então que não fez nada de errado nesse caso?, insitiu Bonner.

- Não, resumiu Campos, levando a entrevista para outro assunto.

Foi a vez, então, de Patrícia Poeta questionar o ex-governador sobre “a nomeação de dois primos para fiscalizar suas próprias contas, no Tribunal de Contas do Estado (de Pernambuco)”.

Para responder, em nítido sinal de ironia, Campos abriu um sorriso, expirou mais longamente e posicionou que os personagens citados eram sim seus parentes, mas um não fora indicado por ele, mas sim eleito para o cargo pela Assembleia Legislativa. E admitiu que nomeou o segundo "na vaga do Executivo", mas ressalvou que o currículo era adequado para o cargo.

- Eu baixei um decreto anti-nepotismo no meu Estado, registrou Campos, que não foi mais questionado.

Talvez o melhor momento do candidato aconteceu quando ele conseguiu, em meio a uma resposta sobre crescimentoa, encaixar um disparo na política econômica da presidente Dilma Rousseff:

- Assim como o Brasil perdeu de 7 a 1 na Copa, estamos perdendo de 7 a 1 entre a inflação e o crescimento. 

A pergunta que prometia ser a mais difícil de responder foi feita por Bonner, na parte final da entrevista de 15 minutos:

- O sr. e a candidata a vice Marina Silva tem posições antagônicas sobre muitos assuntos. Como vai ser essa convivência?

- Por isso é que firmamos uma aliança em torno de um programa de governo, que será lançado na próxima semana, retrucou Campos. O que pretendemos fazer, estará lá.

- Mas, num caso concreto, o do Código Florestal, o PSB e o partido de Marina tiveram posições completamente antagônicas, espetou Bonner.

- Sim, a nossa banca, a do PSB, rachou sobre esse tema. Marina foi contra a aprovação do Código Florestal. Foi um longo debate.

- Nesse caso, os dois cederam?

- Não. Eu fiquei com a posição de Marina, votei, como deputado, contra a aprovação do Código.

- Foram dois votos contrários no PSB, completou Bonner.

- Exatamente, o meu entre eles, retomou Campos.

Com calma e concentração, a olho nu, do ângulo da poltrona do sofá da sala de estar, a avaliação geral pode muito bem ser a de que Campos, pouco apertado pelos entrevistadores, se saiu bem na sabatina do JN, da Rede Globo.

Nesta quarta-feira 13, com os mesmos 15 minutos de tempo, será a vez da presidente Dilma Rousseff responder às questões levantadas pelos apresentadores do Jornal Nacional. Segundo o manchetômetro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que apurou o volume e a orientação do noticiário do JN sobre o governo desde o dia 1º de janeiro, o placar era de 83 minutos de notícias consideradas negativas à presidente Dilma Rousseff e 3 minutos de espaço classificado como positivo ao governo, até o dia 9 de agosto.

Abaixo, notícia anterior:

247 - O socialista Eduardo Campos foi o segundo presidenciável entrevistado pelo Jornal Nacional. Nesta terça-feira, ele falou a William Bonner e Patrícia Poeta sobre diversos temas. Confira:

Sobre promessas de ampliar benefícios sociais (como passe livre) e, ao mesmo tempo, reduzir a inflação:

Só há uma promessa, que é melhorar a vida do povo brasileiro. O passe livre, que é nossa promessa para os estudantes, custa menos do que meio ponto na taxa Selic. Meio ponto custa R$ 14 bilhões. Estamos, sim, fazendo contas.

Combate à inflação

Ela não pode ser combatida só com taxa de juros. É preciso ter regras seguras. A falta de logística encarece o Brasil e o Custo Brasil. O Brasil precisa enfrentar a inflação porque ela está corroendo os salários.

Remédios amargos para 2015?

O ano difícil está sendo este. Estamos perdendo de 7 a 1 na economia. São sete de inflação e 1 de crescimento.

Reajuste de energia

Estamos com problemas na energia. Porque não criar um esforço de eficiência energética, como acontece em vários países da Europa.

Nepotismo com a nomeação de Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, para o TCU

Se a nomeação fosse minha, seria nepotismo. A Câmara foi chamada a eleger um parlamentar. Ela disputou uma eleição com vários deputados. Foi a única mulher a disputar no voto e ganhou.

Marina Silva e o agronegócio

Marina não tem nada contra o agronegócio, contra a indústria ou contra o desenvolvimento econômico. O que Marina defende, e eu também, é o desenvolvimento, com proteção da natureza e proteção das pessoas mais pobres.

Ambição de poder

Não se trata de ambição, mas de um direito. Ninguém é obrigado a apoiar um projeto ou um governo quando você não acredita mais nesse projeto. Já vínhamos num projeto de afastamento. Esse é o único governo que vai entregar o Brasil pior do que recebeu. Estamos pior na economia, na violência. Tantas pessoas votaram na Dilma e se frustraram. Este governo está fazendo derreter os empregos.

Mensagem final

Governei pernambuco por duas vezes, fui reeleito com 89% dos votos e deixei o cargo com 90% de aprovação. Agora, ao lado da Marina Silva, quero representar o seu sonho de um Brasil melhor. Por isso, é preciso coragem. E uma nova agenda. Com o passe live, o ensino integral... O Brasil tem jeito.



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