Campos, Serra e o tucanato
Teremos baixaria. Onde tem o Serra, tem baixaria – não custa lembrar. Fatalmente seu caminho será o PPS e teremos uma candidatura sua em 2014
O PSDB definitivamente não quer o Serra. Em encontro realizado em São Paulo, o tucanato paulista aclamou Aécio como novo presidente nacional do partido. E, segundo próprios membros do ninho tucano, "isso lhe garante presença massiva na TV sem a acusação e pré-campanha". Tudo isso faz parte do jogo democrático, o que não faz é a seletividade da nossa "grande imprensa" (im) parcial como jamais em outro planeta da galáxia. Mas isso é outro debate.
E o Serra? Não compareceu ao encontro, estava na Inglaterra. Pelo menos ele arrumou outra paquera: Eduardo Campos. Até tinha escrito que só o Roberto Freire queria o Serra, mas parece que "Dudu" também quer. Obviamente que Campos ainda não fez aquela declaração definitiva de sua candidatura em 2014, se o fizer fica sem espaço ou com espaço reduzido para articulações. O medo de pegar uma barca furada é grande. Ainda mais ao lado do "vampirão".
Teremos baixaria. Onde tem o Serra, tem baixaria – não custa lembrar. Fatalmente seu caminho será o PPS e teremos uma candidatura sua em 2014. A quê, não se sabe. E segundo consta Freire já teria fechado apoio a Eduardo Campos para a disputa presidencial em 2014. O senador Cristovam Buarque, do PDT, também. Apesar de o PDT estar encaminhado para continuar apoiando Dilma. E se o socialista de Pernambuco não for candidato?
Continuo achando que isso é tudo um jogo de valorização do passe. Engrossar o caldo do PSB para ter mais candidaturas majoritárias no ano que vem. Senadores e governadores são importantes para a construção de um projeto político de poder em país do tamanho do Brasil. Ou não? Se não há no país lideranças de massa como o Lula, nem como a Dilma – é inegável como a presidência aumentou sua relação com o povo –, então o que resta é aumentar a influência institucional.
A visita de Dilma a Pernambuco foi emblemática. Seu discurso ainda mais. Mostrou para que não quisesse ver ou ainda não tinha visto que é o governo federal que alavancou aquele Estado e não o governo de Eduardo Campos. Não desmerecendo, em hipótese alguma, sua capacidade na governança na terra de Luiz Gonzaga. Mas mudar assim de projeto político como se ventila que o neto de Arraes irá fazer é dar cavalo pau em transatlântico. Vamos aguardar...
Voltando ao tucanato, se antes a Folha tinha lançando a campanha "só os paulistas salvam" e aparentava estar sozinha nessa, o Estado de São Paulo parece ter aderido. Se isso se confirmar, voltamos ao lembrete do meio do texto: teremos baixaria.
