Celso Amorim: Brasil tem o dever de apoiar a entrada da Argentina nos Brics

Embaixador avalia que o fortalecimento do bloco será positivo também para a economia brasileira e diz que "não devemos ser egoístas"

www.brasil247.com - Celso Amorim e Alberto Fernández com Xi Jinping
Celso Amorim e Alberto Fernández com Xi Jinping (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Divulgação)


247 – O embaixador Celso Amorim, que foi chanceler no governo Lula e ministro da Defesa no governo Dilma, vê com muito bons olhos a possível entrada da Argentina no bloco dos BRICS, hoje integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. "Isso nos fortalece economicamente", disse ele, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247. "Não devemos ser egoístas nesta discussão", aponta.

O embaixador também celebrou a adesão da Argentina ao projeto da Nova Roda da Seda, que trará investimentos de US$ 23 bilhões à economia do país vizinho. "O presidente Alberto Fernández tem sido muito habilidoso em sua política externa", diz Amorim, lembrando que houve cooperação com os Estados Unidos na renegociação da dívida argentina junto ao Fundo Monetário Internacional e agora esse passo positivo relacionado aos BRICs, após os encontros com o presidente russo Vladimir Putin e com o líder chinês Xi Jinping.

Um aspecto importante que ele destaca é o fato de nenhum país dos BRICS ser membro da OCDE, o chamado "clube dos países ricos". A entrada da Argentina nos BRICS, na sua opinião, oferece ao Brasil a oportunidade de avaliar o possível ingresso na OCDE com maior cautela. Embora tenha ressaltado não falar em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas no Brasil, Celso afirmou que a política externa de Lula sempre enfatizou a importância da integração sul-americana, assim como o fortalecimento de novos pólos econômicos, como é o caso dos BRICS.

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