Celso Rocha de Barros: impeachment foi estelionato?

Consolida-se a percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff nada mais foi do que um golpe parlamentar, que teve a finalidade de blindar os mais de 200 políticos corruptos que serão atingidos pelas delações das empreiteiras

Consolida-se a percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff nada mais foi do que um golpe parlamentar, que teve a finalidade de blindar os mais de 200 políticos corruptos que serão atingidos pelas delações das empreiteiras
Consolida-se a percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff nada mais foi do que um golpe parlamentar, que teve a finalidade de blindar os mais de 200 políticos corruptos que serão atingidos pelas delações das empreiteiras (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Consolida-se a percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff nada mais foi do que um golpe parlamentar, que teve a finalidade de blindar os mais de 200 políticos corruptos que serão atingidos pelas delações das empreiteiras. É o que sugere o colunista Celso Rocha de Barros, no artigo "O impeachment foi um estelionato?". Confira um trecho:

Deve-se dizer, se não houver anistia (ou algo com o mesmo efeito), não há por que esperar que o Congresso continue aprovando tudo o que Temer pede. Com a promessa de fugir da polícia, os deputados votarão qualquer reforma, de qualquer teor ideológico. Se o PSTU lhes fizesse essa oferta, aprovariam a implantação do socialismo em 15 minutos. Como quem lhes faz a oferta é a direita, aprovam a "Ponte para o Futuro" inteira e, se necessário, substituem o "Ordem e Progresso" na bandeira por "Menos Marx, mais Mises".

De qualquer forma, é bom lembrar que o impeachment foi feito com a promessa de passar o país a limpo. Contrariar essa promessa tão explicitamente, como foi feito na semana passada, é o equivalente a Dilma implementar ajuste fiscal depois da campanha de 2014: um estelionato caprichado.

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