Cesar Maia: impedimento e eleições diretas são inviáveis

Pai do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o político carioca César Maia, 71, afirma que o filho faz parte da base aliada de Michel Temer e que lealdade é uma de suas marcas; segundo o ex-prefeito do Rio, agora vereador, as possibilidades cogitadas para o afastamento de Temer acabariam coincidindo com as eleições de 2018, que não deve acontecer; segundo Maia, o impeachment levaria à aceleração da crise

RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 24-09-2010: O ex-prefeito do municipio Rio e candidato ao senado nas eleicoes 2010 pelo DEM, Cesar Maia,  e visto durante entrevista em sua casa, no bairro do Sao Conrado, zona sul do Rio, 24 de setembro 2010. (Foto: Rafael And
RIO DE JANEIRO, RJ, BRASIL, 24-09-2010: O ex-prefeito do municipio Rio e candidato ao senado nas eleicoes 2010 pelo DEM, Cesar Maia, e visto durante entrevista em sua casa, no bairro do Sao Conrado, zona sul do Rio, 24 de setembro 2010. (Foto: Rafael And (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Com mais de meio século de vida política — iniciada em 1964 com sua filiação ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) —, Cesar Maia, 71 anos é pai do atual presidente da Câmara dos Deputados e peça-chave da política brasileira por duas razões: é Rodrigo quem pode dar andamento aos processos de impeachment de Michel Temer e será ele homem a ocupar a cadeira presidencial caso o afastamento ocorra até mesmo pelo TSE.

Em entrevista à jornalista Eliane Lobato na revista Isto É, o ex-prefeito do Rio em três gestões afirma que o filho faz parte da base aliada ao governo e que lealdade é uma de suas marcas.

Carioca, economista e hoje vereador, Cesar Maia fez as contas para concluir que as possibilidades cogitadas para o afastamento de Temer acabariam coincidindo com as eleições de 2018. Para ele, o impeachment levaria à aceleração da crise.

"O Rodrigo não admite tratar desse assunto [impeachment]. Ele é presidente da Câmara dos Deputados. O foco dele são as reformas. Esse é um assunto que ele não trata nem casa.

O Rodrigo nem pode aceitar porque os presidentes dos poderes em nenhum momento são produtores de aceleração de crise. Ele também não será. Ele faz parte da base do governo. Então, não está lá para acelerar nada que signifique antecipação desse processo sobre o presidente da República. Se cair a bola na frente dele para chutar nessa direção, ele vai dizer: tira essa bola da minha frente. Não vai querer isso de jeito nenhum.

Creio que os pedidos de impedimento e de eleições diretas só serão concluídos no ano que vem. São inviáveis, são mais agitação política do que alternativa. O presidente faz uma afirmação que não renuncia e reitera. Isso é a garantia. Como a questão será resolvida, é a luta de Michel Temer e sua equipe."

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