Cid Gomes declara apoio à reeleição de Dilma

Embora Fortaleza seja palco de uma batalha renhida entre PT e PSB pela prefeitura de Fortaleza, o governador Cid Gomes, do PSB, diz que, em 2014, seu partido não terá candidatura própria à presidência da República e fechará com o PT

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Cid Gomes declara apoio à reeleição de Dilma


247 – Em várias cidades, candidatos do PT e do PSB travam disputas acirradas pelo comando de prefeituras importantes. É o caso, por exemplo, de Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Campinas. Isso muda o jogo para 2014? Na visão do governador cearense Cid Gomes, do PSB, que rompeu com a prefeita Luizianne Lins, de Fortaleza, não. Na capital do Estado, a disputa é acirrada entre Elmano de Freitas, do PT, e Roberto Cláudio, do PSB. Apesar disso, Cid garante que o PSB apoiará a reeleição de Dilma Rousseff em 2014 e não lançará Eduardo Campos, governador pernambucano, à presidência em 2014. Leia trechos de sua entrevista ao Valor Econômico:

Valor: Seu rompimento em Fortaleza foi com o PT ou com a prefeita Luizianne Lins?

Cid Gomes: Com a Luizianne, claro. Tanto é que o PT participa da minha administração, tem três secretários no governo. Quando fui prefeito de Sobral [1997-2004], meu irmão Ciro foi candidato à Presidência da República. Eu fazia campanha para ele e os quatro secretários petistas que eu tinha faziam campanha para Lula. Como governador, a mesma coisa. Se você olhar essa eleição, lá em Sobral mesmo o nosso candidato a prefeito é do PT e o vice do PSB. Assim como em muitos municípios do Ceará, onde o PT nos apoia ou vice-versa. Inclusive apoiamos mais candidaturas deles do que o oposto.

Valor: O senhor participou da decisão de apoiar o PT em São Paulo?

Cid: O Eduardo Campos veio aqui com o Márcio França [presidente estadual do PSB em São Paulo]. Ele queria [apoiar o PT], mas acho que não queria dizer ao França. Eu disse 'homem, não tem nem o que conversar, vamos apoiar o candidato do Lula lá'. E o Márcio França louco da vida, dizendo que o PT vivia o sacaneando em São Paulo (risos). E ele tem razão, porque o PT de São Paulo o vetou para um Ministério.

Valor: Qual o caminho para o PSB em 2014?

Cid: Não faz sentido a gente não apoiar a Dilma para a reeleição. Para pensar, desejar isso, a gente tinha que procurá-la, para ontem, e dizer 'olha, queremos pensar. Com ética, consciência tranquila, fora do governo, se queremos ser alternativa à sua sucessão'. É assim que faz. Eu apoiei o governador que me antecedeu [Lúcio Alcântara, ex-PSDB e hoje no PR]. Eu era prefeito de Sobral, hiperdependente do Estado e rompi, pedi que o secretário que eu tinha indicado pro governo saísse de lá. Fui para a oposição dois anos antes da eleição. Repito, se o PSB quiser concorrer à presidência em 2014, tem que entregar para ontem todos os cargos que tem no governo federal.

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