Citado na Lava Jato, Moreira nega blindagem em sua ida para ministério
O agora ministro da recriada Secretaria Geral, Moreira Franco, disse que a subida ao cargo, e o consequente foro privilegiado de que assa dispor, não são uma forma de blindá-lo contra as investigações da Operação Lava Jato. Ele aparece citado em diversas delações premiadas da Odebrecht como sendo beneficiário de R$ 4 milhões em propina; "Não há absolutamente nenhuma tentativa de resolver uma crise política, um problema político, porque não estamos vivendo uma crise política", disse; PT e Rede já anunciaram que irão ingressar com ações na Justiça contra a nomeação
247 - O agora ministro da recriada Secretaria Geral, Moreira Franco, disse que a subida ao cargo, e o consequente foro privilegiado de que assa dispor, não são uma forma de blindá-lo contra as investigações da Operação Lava Jato. Ele aparece citado em diversas delações premiadas da Odebrecht como sendo beneficiário de R$ 4 milhões em propina.
"Não há absolutamente nenhuma tentativa de resolver uma crise política, um problema político, porque não estamos vivendo uma crise política. Ao contrário, o governo acaba de dar uma demonstração de pujança, força e autoridade, e condições de continuar seu programa de reformas", afirmou em referência às vitórias do governo Michel temer em emplacar aliados nas presidências da Câmara e do Senado.
Ele também negou que haja semelhanças entre a sua nomeação e a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a ser nomeado ministro da Casa Civil pela presidente deposta Dilma Rousseff , mas foi impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Há uma diferença muito grande das tentativas que foram feitas no passado (nomeação de Lula para a Casa Civil). Estou no governo, não estava fora do governo. Venho cumprindo, sem ter necessidade, até por solicitação minha, de não dar status de ministério ao programa de parcerias e investimentos", assegurou.