CNI/Ibope: Dilma começa melhor que FHC e Lula

Pesquisa que acaba de sair mostra que a presidente ganha em popularidade de todos seus antecessores



247, Marco Damiani, com informações da Agência Estado – O que os empresários andam dizendo entre si, o maior motivo de preocupação dos políticos de oposição (segundo aquelas línguas mais ferinas, até de Lula, que poderia estar com ciúmes) e o que está na base da alegria dos governistas se confirmou agora em números. Com 56% de opiniões “ótimo” e “bom” para o seu governo até aqui, Dilma Rousseff é a mais bem avaliada presidente da República desde a volta da democracia ao Brasil, em 1989, à esta altura do mandato. Em outras palavras: Dilma está começando melhor do que Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva na opinião do público brasileiro. Esta é a conclusão da pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira 1. Sim, primeiro de abril, mas não é mentira.

“A primeira avaliação de Dilma é a melhor da série histórica da pesquisa CNI/Ibope entre as consultas de início de mandato.”, afirmou à Agência Estado o gerente-executivo de pesquisa, avaliação e desenvolvimento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca. As opiniões positivas sobre a presidente deixam na poeira as primeiras impressões apuradas pela mesma pesquisa nos períodos de início dos governos FHC e Lula. Em 1994, Fernando Henrique conseguiu 45% de “ótimo” e “bom”. No começo do segundo mandato, em 1998, apenas 22%. Seu sucessor, Lula obteve 51% nos primeiros cem dias de 2003 e honrosos 49% em 2007, quando teve início seu segundo mandato. Dilma, repetindo, bateu agora em 56% nos mesmos quesitos. Ela conseguiu, ainda, um porcentual formidável quando os entrevistados foram levados a dizer se aprovam a postura pessoal dela no exercício do mandato. Nada menos que 73% deles apoiaram o jeito Dilma de começar a governar. Os votos contra saíram de apenas 12% da amostra. Ficaram em cima do muro, no mesmo quesito, 14% dos entrevistados.

A verdadeira ‘lavada’ da presidente prosseguiu quando a pesquisa CNI/Ibope perguntou se há confiança em relação a ela. 74% confiam, apenas 14% não. Entre os homens, o índice positivo foi ainda maior, de 76%.

A expectativa dos entrevistados com relação ao restante do governo Dilma também é positiva. Para 68%, o restante do governo será ótimo ou bom. Outros 5% dos entrevistados acreditam que o restante do governo Dilma será ruim ou péssimo, e 19% creem que será regular.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de março, com 2.002 pessoas em 141 municípios.

247 tem, carinhosamente, chamado a presidente de “mãe” Dilma. Exatamente porque já era fácil perceber o quanto a presidente está conduzindo bem os assuntos de governo e o carinho que ela vem recebendo da população. Dilma tem um estilo inteiramente diverso de seus antecessores. Enquanto Fernando Henrique sempre se portou como o verdadeiro intelectual que é e, portanto, com dificuldades de falar a chamada língua do povo, Lula, ao contrário, saia-se com blagues populares quase todos os dias. Há quem diga, até mesmo, que ele passou os oito anos de seu governo em cima de palanques – o que não é tão exagerado assim. Dilma, porém, parece combinar as duas características. Ela nunca procurou carimbar em si mesma a qualidade de intelectual, mas sempre foi vista como pessoa organizada, boa administradora e que sabe mandar. No cotejamento com o estilo Lula de ser presidente, Dilma é muitas vezes mais discreta, mas já mostrou que sabe cair nas graças do grande público, como fez em Manaus, onde lançou o programa nacional contra o câncer de mama, dez dias atrás. Ela quebrou o protocolo e foi ter diretamente com a população que a assistia, aproximando-se, assim, do élan lulista.

Caso o País continue em crescimento, com altas taxas de consumo e indicadores econômicos relativamente sob controle, a presidente Dilma tem tudo para, uma a uma, em todas as próximas pesquisas, mostrar mais prestígio popular que os seus antecessores. Como ambos se reelegeram, ela já vai se tornando favorita para ficar oito anos no Palácio do Planalto – mas isso, só se o Congresso não aprovar a casuística legislação que quer estabelecer mandatos de cinco anos para todos os cargos, sem direito a uma volta ao poder. Fique esperta, ‘mãe’ Dilma!

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