Código Florestal emperra na Câmara

Votao ainda esperada para esta quarta-feira, mas ambientalistas defendem adiamento de pelo menos uma semana para melhorar a proposta

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – Ainda sem consenso sobre o texto do novo Código Florestal, a Câmara pode adiar em pelo menos uma semana a votação do Projeto de Lei 1876/99. Essa é a proposta de PV, PSOL e PSB. Durante a reunião de líderes, realizada nesta tarde, foram feito cinco perdidos de adiamento da votação, das lideranças do PT, do bloco PSB-PTB-PCdoB, do PMN, do PV-PPS e do PSOL. O presidente da Câmara, Marco Maia, se reuniu durante a tarde com o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e da Agricultura, Wagner Rossi, mas os esforços não resultaram em acordo.

Para esta terça-feira, as lideranças conseguiram apenas agendar para a noite a votação de um regime de urgência para o projeto da reforma do Código Florestal, cuja votação definitiva ainda é esperada para esta quarta-feira. No mais, o dia foi de reclamações em relação ao novo Código. A ministra Izabella Teixeira disse que o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) está longe da proposta defendida pelo governo. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva se reuniu pela manhã com o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, e saiu dizendo que o ministro não está satisfeito com a redação do texto, que, segundo Marina, está “cheio de pegadinhas”.

“Apelamos ao governo para não colocar isso em votação. Se o governo quiser, consegue parar. Os 5% (de consenso) que faltam são de fundamental importância”, disse Marina, que esperou durante todo o dia por uma audiência com Maia, para pedir o adiamento da votação, mas não obteve sucesso. O PV destacou 13 pontos críticos no texto apresentando, entre eles “considerar como consolidados desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008” e “permitir autorização de desmatamento dada por órgãos municipais”.

Os ambientalistas do Greenpeace também apareceram no Congresso Nacional para protestar e estenderam uma grande faixa no gramado em frente ao Parlamento com a inscrição “Congresso desliga a motosserra”.

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