Com economia em depressão e milhões de desempregados, Bolsonaro quer aumentar ainda mais salário dos militares

O governo Jair Bolsonaro pretende criar duas categorias de cargos e gratificações dentro do Poder Executivo a serem ocupados exclusivamente por militares, com remunerações maiores que os valores atuais

O poder militar no governo Bolsonaro.
O poder militar no governo Bolsonaro. (Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil)
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247 - Mesmo com a  economia em depressão e milhões de desempregados, o governo Jair Bolsonaro quer aumentar ainda mais salário dos militares. Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada nesta segunda-feira (20), o governo pretende criar duas categorias de cargos e gratificações dentro do Poder Executivo a serem ocupados exclusivamente por militares, com remunerações maiores que os valores atuais. 

A reportagem revelou que oficiais que hoje recebem até R$ 1.734,92 para exercer cargo de confiança na administração podem passar a receber até R$ 6.991,73, mais de seis vezes o salário mínimo (R$ 1.045), de acordo com minuta de Medida Provisória. 

Praças, que possuem mais baixas patentes, também não ficarão de fora do reajuste e poderão receber gratificações de até R$ 2.591,46, o equivalente a dois salários mínimos e meio.

Críticas

A presença de militares no governo Bolsonaro é alvo de diversas críticas.  O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), comentou em sua página no Twitter, neste sábado (18), o aumento de 122% no número de militares com cargos no governo

Flávio Dino, que foi juiz federal, afirmou que o número recorde de militares no governo é inconstitucional e inconveniente.

"Para vislumbrar a inconstitucionalidade e inconveniência, basta imaginar o contrário: servidores civis sendo nomeados para comandar batalhões do Exército. Ou mesmo para exercer o próprio Comando do Exército", apontou.

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