Com medo de perder o foro, Padilha diz que Temer ficará até 2018

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, investigado por recebimento de propina na Lava Jato, disse que a crise política que atinge o cerne do governo Michel Temer "vem perdendo força" e que tem "convicção absoluta" de que Temer continuará no poder até o final de 2018; sobre a possibilidade de uma eventual delação do suplente de deputado e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), Padilha foi enfático; "Ele (Temer) acha que o deputado Rodrigo Rocha Loures vai manter esse perfil ético em relação a ele, Michel, que teve durante todo esse tempo. Não há qualquer tipo de preocupação", disse; Loures foi flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil em propina da JBS, cujo destinatário era Temer 

Brasília - Presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha durante cerimônia de Lançamento do Programa Criança Feliz (Carolina Antunes/PR)
Brasília - Presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha durante cerimônia de Lançamento do Programa Criança Feliz (Carolina Antunes/PR) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, investigado pela Lava Jato, disse que a crise política que atinge o cerne do governo Michel Temer – onde o próprio peemedebista foi flagrado avalizando o pagamento de propina para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no âmbito da Lava Jato – "vem perdendo força" e que tem "convicção absoluta" de que Temer continuará no poder até o final de 2018. "Nós vamos chegar de qualquer forma lá no final de 2018, temos convicção absoluta", afirmou.

Para Padilha, a crise política vem enfraquecendo e uma prova disso seria aprovação de sete medidas provisórias pelo Congresso Nacional na semana passada, em meio ao turbilhão político provocado pelas gravações do empresário Joesley Batista. "Não posso admitir que não haja nenhuma crise, mas que ela já foi muito mais forte e vem perdendo força é absolutamente indiscutível", ressaltou Padilha em entrevista à Rádio Gaúcha.

Ele também demonstrou confiança ao observar que mesmo que Temer seja denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), é preciso que 2/3 da Câmara dos Deputados aprove o recebimento da denúncia antes que ela seja encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Enquanto isso não acontecer, não se discute essa questão de legitimidade", pontou.

Sobre a possibilidade de uma eventual delação do deputado afastado e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), Padilha foi enfático "Ele (Temer) acha que o deputado Rodrigo Rocha Loures vai manter esse perfil ético em relação a ele, Michel, que teve durante todo esse tempo. Não há qualquer tipo de preocupação", disse. Loures foi flagrado carregando uma mala com propina no valor de R$ 500 mil.

 

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