Vale tudo: comissão arquiva caso Wajngarten sem investigar

Por 4 votos a 2, a Comissão de Ética da Presidência de República arquivou, mesmo sem instaurar investigação, denúncia sobre conflito de interesse que envolve o chefe da Secom, Fabio Wajngarten. Ele recebe, por meio de empresa da qual é sócio, dinheiro de TVs e de agências de publicidade contratadas pelo governo, como Band e Record

Fábio Wajngarten e Jair Bolsonaro
Fábio Wajngarten e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)

247 - Por 4 votos a 2, a Comissão de Ética Pública da Presidência de República arquivou nesta terça-feira (18), mesmo sem instaurar uma investigação, denúncia sobre conflito de interesse que envolve o chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fabio Wajngarten. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. 

O secretário recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio majoritário, a FW Comunicação, dinheiro de TVs e de agências de publicidade contratadas pelo próprio órgão que ele comanda, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro, acrescenta a reportagem.

Entre os contratantes da FW estão Record e Band, além da agência Artplan. As três passaram a ser contempladas com percentuais maiores da verba da Secom na gestão de Wajngarten, que começou em abril passado, o que configura conflito de interesses.

Em depoimento à Comissão de ética, ele chegu a omitir nformações sobre as atividades de sua empresa e os contratos mantidos por ela com TVs e agências de propaganda que têm contratos com a Secretaria. 

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