Continência ao guerrilheiro

Jos Genoino, torturado na dcada de 70, ser assessor especial do Ministrio da Defesa

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Os militares terão de bater continência a um antigo desafeto. Preso e torturado por militares na década de 70, o ex-deputado José Genoíno será assessor do Ministério da Defesa. A portaria foi publicada nesta quinta-feira 10, no Diário Oficial da União (DOU). Genoino, que participou da guerrilha do Araguaia, organizada por integrantes do PC do B, será assessor especial do ministro Nelson Jobim. É mais um movimento do governo Dilma, que remexe em feridas da ditadura. Jobim tem se mostrado insatisfeito a criação da Comissão da Verdade, que revelaria crimes cometidos pelos militares nos anos de chumbo. Documentos internos do Ministério do Exército também indicam insatisfação do alto comando militar.

Durante o governo Lula, Genoíno foi cogitado diversas vezes como uma opção para ocupar o próprio ministério da Defesa. Mas o deputado caiu em desgraça em 2005, no escândalo do Mensalão, quando foi também acusado de receber recursos do esquema operado pelo publicitário Marcos Valério. Fundador do PT, Genoino sempre teve seu nome associado à guerrilha. Na juventude, ele se filiou em 1968 ao PC do B, onde defendeu a luta armada contra a ditadura. Em 1970, mudou-se para Goiás para participar da Guerrilha do Araguaia, que foi duramente reprimida pelos militares. Genoino foi detido em 1972 e passou cinco anos preso. Obteve a anistia em 1979 e um ano depois participou da criação do PT, do qual se tornou um dos principais quadros. A ida para o Ministério da Defesa marca o início da sua reabilitação.

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