Conturbado começo

O ano ainda não acabou e até o momento cinco ministros de Estado já deixaram a Esplanada por conta de suspeitas de irregularidades em suas pastas ou insatisfações e ingerências diversas

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Após onze meses da posse da Presidente da República, não há um novo governo. O que existe é uma continuidade da gestão e dos equívocos do “modo Lula de administrar”. A cada dia surgem novos casos de irregularidades, que nada mais são do que filhotes dos esquemas montados ao longo dos nove anos de gestão petista.

O enredo da corrupção parece seguir uma cartilha: ministérios contratam entidades geralmente vinculadas a aliados e sem capacidade técnica para administrar projetos bancados pela União. A combinação quase sempre resulta em sucessivos escândalos, fraudes e desvios de recursos públicos.

Seguindo esse roteiro, o mês de outubro terminou com a queda do então Ministro dos Esportes, Orlando Silva, após uma saraivada de denúncias de irregularidades nos programas comandados pela pasta. É de fato de se enojar com tanta falcatrua!

O ano ainda não acabou e até o momento cinco ministros de Estado já deixaram a Esplanada (Transportes, Casa Civil, Agricultura, Turismo e Esporte) por conta de suspeitas de irregularidades em suas pastas ou insatisfações e ingerências diversas.

O resultado de toda essa corrupção é um desvio monumental de dinheiro do contribuinte para alimentar as engrenagens subterrâneas dos esquemas ilícitos. Segundo a revista Veja, são R$ 85 bilhões todos os anos! Na última década, a Controladoria-Geral da União fez auditorias em 15 mil contratos da União com estados, municípios e entidades não-governamentais, e encontrou irregularidades em 80% deles.

Infelizmente, a estrutura burocrática ineficaz da administração federal e um sistema jurídico que permite uma infinidade de recursos em diferentes instâncias são os principais obstáculos para que se consiga recuperar os recursos públicos desviados pela corrupção no país.

Desse montante, quase nada do que é desviado volta para os cofres públicos. Segundo o jornal O Globo, de cada R$ 100 que escorreram pelos ralos da corrupção desde 2003, a União conseguiu reaver somente R$ 2,34.

“Um desempenho medíocre, fruto da morosidade e da omissão dos Ministérios na análise das prestações de contas de entidades, prefeituras e estados conveniados”.

Até o momento não se viu da presidente mais do que movimentos ensaiados para tentar tirar os assuntos do noticiário. É dever de quem está com a caneta enfrentar toda essa corrupção! Esse deveria ser o foco do governo federal em ocasiões degradantes como esse início de governo. Infelizmente, vivemos a continuação de um conturbado começo.

Ricardo Tripoli é deputado federal e pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo

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