Corrida presidencial entra em fase decisiva até a Copa

Pós-Páscoa, presidenciáveis têm todas as chances de avançar em suas estratégias; hoje, pesquisas mostram presidente Dilma Rousseff ganhando em primeiro turno; porém, será nos próximos 50 dias que levantamentos irão se assentar; presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) executam seus planos de desgaste ao governo e consolidação de seus nomes; desafio da presidente é manter calado o surdo movimento 'volta, Lula ' e empolgar suas bases; hora da verdade chegou; até o pontapé inicial da Copa do Mundo, todos têm chances de crescer; depois do Mundial, o tempo será curto; quem vai vencer?  

Pós-Páscoa, presidenciáveis têm todas as chances de avançar em suas estratégias; hoje, pesquisas mostram presidente Dilma Rousseff ganhando em primeiro turno; porém, será nos próximos 50 dias que levantamentos irão se assentar; presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) executam seus planos de desgaste ao governo e consolidação de seus nomes; desafio da presidente é manter calado o surdo movimento 'volta, Lula ' e empolgar suas bases; hora da verdade chegou; até o pontapé inicial da Copa do Mundo, todos têm chances de crescer; depois do Mundial, o tempo será curto; quem vai vencer?
 
Pós-Páscoa, presidenciáveis têm todas as chances de avançar em suas estratégias; hoje, pesquisas mostram presidente Dilma Rousseff ganhando em primeiro turno; porém, será nos próximos 50 dias que levantamentos irão se assentar; presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) executam seus planos de desgaste ao governo e consolidação de seus nomes; desafio da presidente é manter calado o surdo movimento 'volta, Lula ' e empolgar suas bases; hora da verdade chegou; até o pontapé inicial da Copa do Mundo, todos têm chances de crescer; depois do Mundial, o tempo será curto; quem vai vencer?   (Foto: Camila Nunes)

247 – A eleição presidencial acaba de entrar em uma nova fase. A penúltima. Entre a Páscoa recém comemorada e o pontapé inicial da Copa do Mundo, na partida Brasil X Croácia, em 12 de junho, os candidatos têm um período de contados 50 dias para aplicarem suas estratégias. Depois disso, restará a fase posterior ao domingo 13 de de julho, data da final da Copa, até o dia decisivo das urnas de 5 de outubro para a definição de quem, afinal, vai levar essa parada.

Durante a Copa, com o espaço na atenção do público que o assunto permitir, os partidos terão suas convenções, para a definição dos candidatos. Isso só reforça que, de hoje até a abertura do Mundial, quem está colocado tem de assegurar seu lugar na melhor posição possível.
As estratégias dos candidatos já estão traçadas e, com um acerto aqui, outro arranjo ali, irão definir as posições de largada para a fase final da corrida presidencial.

CAMPOS EM BOM MOMENTO -  Na fase que se abre, paroxalmente a posição mais confortável é a do último colocado nas pesquisas de intenção de voto entre os três principais pré-candidatos. O ex-governador Eduardo Campos conseguiu, após evitar pelejas diretas com a ex-ministra Marina Silva, montar chapas consensuais em mais de uma dezena de Estados, sem quebrar louças no campo de Rede Solidariedade. Não foi fácil, Marina mal arredou pé, mas a tenacidade de Campos em ter a ex-ministra como sua vice falou mais alto do que as reclamações. Graças a essa habilidade de conciliar com as vontades do Rede Solidariedade aos do PSB, Campos traz inteira, sem defecções, sua candidatura até aqui.

O primeiro passo da estratégia do agora oficial mente pré-candidato foi mudar-se para São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Ali, além de estar mais próximo das regiões Sul e Sudeste, onde registra baixos índices de penetração, Campos vai tentar definir para qual lado penderá o apoio do PSB, uma vez que os socialistas defendem uma aliança com o PSDB do governador Geraldo Alckmin, enquanto Marina e os integrantes da Rede desejam uma candidatura própria.

Em paralelo, Campos dará início a sua jornada pelo País. A meta é visitar 150 municípios polos de todas as regiões do país até o final de junho e consolidar o ex-governador como a "terceira via", contrapondo-se a polarização tradicional entre o PT e o PSDB.

AÉCIO MANTEVE VANTAGEM - O presidente do PSDB, Aécio Neves, tem, no ranking das pesquisas, os números que gostaria de exibir a esta altura da disputa, mas poderia ter um problema político a menos. Ele não esperava que o pré-candidato a governador de Minas, Pimenta da Veiga, fosse alvejado, no início a disputa, por um indiciamento em inquérito na Polícia Federal. Isso criou um problema adicional para ele, mas a crise ainda não está consumada – e teve suas compensações.

Na Bahia, Aécio saboreou a aliança entre DEM-PSDB-PMDB e fechou um apoio sólido no terceiro maior colégio eleitoral.
Doravante, o presidenciável tucano terá de conter eventuais sangramentos, como o de Minas, para continuar sua caminhada.
Ponto para Aécio é jamais ter deixado, até aqui, um proximidade, na pesquisas, de Eduardo Campos. Candidato do maior partido de oposição, o ex-governador de Minas não abriu margem para qualquer aproximação, até agora, do adversário socialista.

DILMA MONITORA O VOLTA, LULA – A presidente Dilma Rousseff terá, de agora até a abertura da Copa, um mar para navegar. Ela enfrentará o desafio de resistir às críticas que surgem de todos os lados à política econômica e, especiamente, o movimento surdo chamado 'volta, Lula'. O ex-presidente tem declarado, insistente e permanentemente, que sua candidata é a presidente Dilma, mas quem quer acreditar?

Pelo sim pelo não, Dilma voltou-se ao próprio Lula e adotou o discurso de não deixar nada sem resposta a respeito de críticas ao seu governo. Com o ex-presidente dando-lhe sustentação, ela acredita que as perdas de pontas nas pesquisas, registradas agora, poderão ser estancadas para garantir-lhe a vitória em primeiro turno.

Para Dilma, mais que os outros concorrentes, o resultado da Copa do Mundo é fundamental. Nem é preciso o Brasil ganhar o campeonato, mas basta que não haja confusões em exagero – com, por exemplo, repressão sangrenta sobre eventuais manifestações –, para que ela saia incólume do teste.

Depois da Copa, começa o segundo tempo da eleição.

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