CPI de Goiás ouve Cachoeira no dia 8

Justiça Federal e TJDF autorizam oitiva do contraventor na Assembleia; durante sessão hoje, empresário Fábio Passaglia (centro) apresentou habeas corpus e permaneceu calado

CPI de Goiás ouve Cachoeira no dia 8
CPI de Goiás ouve Cachoeira no dia 8 (Foto: Marcos Kennedy)

Goiás247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa de Goiás para investigar as relações entre autoridades do Estado com Carlinhos Cachoeira retomou seus trabalhos e marcou para o dia 8, às 11 horas, o depoimento do contraventor. O presidente da CPI, Helio de Sousa (DEM), informou que a Justiça Federal de Goiás e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal deram despacho favorável a ofício enviado pela Casa para que Cachoeira fosse ouvido na próxima quarta-feira.

Durante a sessão, os deputados tentaram ouvir o empresário Fábio Passaglia, ex-diretor da Comissão de Compras e Licitação da Prefeitura de Goiânia, mas ele apresentou habeas corpus emitido pelo desembargador Nei Telles de Paula, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, garantindo-lhe o direito de permanecer calado. Os deputados chegaram a fazer perguntas ao empresário Fábio Passaglia, que nada disse. Em seguida, ele foi dispensado pelo presidente da CPI, Helio de Sousa.

De acordo com denúncia veiculada na imprensa, Passaglia teria recebido pelo menos R$ 6 milhões do policial civil aposentado Alcino de Souza, cujo nome aparece como dono da GM Comércio de Pneus. O policial teria revelado que apenas emprestou seu nome para a abertura da empresa, que na verdade seria de Passaglia, ex-diretor da Comissão de Licitações na gestão de Iris Rezende (PMDB).

O presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), Edemundo Dias, foi ouvido logo em seguida na condição de testemunha. Antes, porém, foi aprovado requerimento para convidar a promotora de Justiça Marta Maia de Menezes Vicentina a prestar informações e para solicitação de documentos a órgãos estaduais.

Estava prevista a oitiva do delegado de polícia Rosivaldo Linhares Rosa, mas este não compareceu.

Jalles e Ernani

Os deputados Mauro Rubem (PT) e Daniel Vilela (PMDB) apresentaram requerimento solicitando a convocação do ex-secretário da Fazenda de Goiás e ex-deputado estadual Jalles Fontoura, e do ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula, para depor na CPI. Os parlamentares também apresentaram ofício pedindo informações sobre as providências que foram tomadas pela CPI para que seja ouvido o ex-procurador-geral do Estado Ronald Bicca.

Quebra de sigilos

Foi aprovado também requerimento para quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e de SMS da empresa GM Comércio de Pneus e Peças Ltda. O pedido de quebra de sigilo da empresa se deve ao fato de seu proprietário, Alcino de Sousa, ter sido apontado como laranja no esquema do contraventor Carlos Cachoeira. Os sigilos de Alcino já tinham sido quebrados pela CPI.

Os requerimentos que foram aprovados pedem documentos à Junta Comercial do Estado (Juceg), relativos a contratos sociais das empresas Alberto e Pantoja, Gerplan, Qualix e Maestra Publicidade. Também foram pedidos documentos à Secretaria de Estado de Articulação Institucional e à Secretaria de Gestão e Planejamento.

Antes das oitivas, os deputados Tulio Isac (PSDB) e Talles Barreto (PTB) apresentam requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de SMS do vereador de Catalão Gilmar Antônio Neto (PMDB).

(Com informações da Assembleia Legislativa)

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