CPI de Goiás retoma trabalhos com três depoimentos hoje

Deputados votam quebra de sigilo da GM Comércio de Pneus e Peças Ltda, uma suposta empresa de fachada que teria repassado R$ 6 milhões ao empresário Fábio Passaglia, que presidiu a Comissão de Licitação da Prefeitura de Goiânia com o então prefeito Iris Rezende

CPI de Goiás retoma trabalhos com três depoimentos hoje
CPI de Goiás retoma trabalhos com três depoimentos hoje (Foto: Divulgação)

Goiás 247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa de Goiás retoma seus trabalhos logo mais às 9 horas. Na sessão serão ouvidos os depoimentos de três pessoas e votados requerimentos para convidar uma promotora de justiça a prestar informações e para solicitação de documentos a órgãos estaduais.

Os deputados-membros da CPI, criada na Assembleia para investigar possível ligação de autoridades goianas com a contravenção e ainda a atuação das empresas Delta e Gerplan no Estado, também vão votar requerimento para quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e de SMS da empresa GM Comércio de Pneus e Peças Ltda.

O pedido de quebra de sigilo da empresa se deve ao fato de seu proprietário, Alcino de Sousa, ter sido apontado como laranja no esquema do contraventor Carlos Cachoeira.

O deputado Tulio Isac diz que a GM foi denunciada como empresa de fachada e lembra que Alcino repassou em seis meses R$ 6 milhões ao empresário Fábio Passaglia, que presidiu a Comissão de Licitação da Prefeitura de Goiânia com o então prefeito Iris Rezende (PMDB).

"Já quebramos os sigilos de Alcino, também ex-integrante da Comissão de Licitação, que repassou essa fortuna para Fábio Passaglia e ficou com apenas R$ 1,5 mil. Precisamos saber por que tamanha generosidade e com quem realmente ficou todo esse dinheiro", diz Tulio Isac.

A CPI pode aprovar requerimento para convidar a promotora de justiça Marta Maia de Menezes Vicentini a prestar informações. Outros requerimentos a serem votados pedem documentos à Junta Comercial do Estado (Juceg), relativos a contratos sociais das empresas Alberto e Pantoja, Gerplan, Qualix e Maestra Publicidade.

Também serão pedidos documentos à Secretaria de Estado de Articulação Institucional e à Secretaria de Gestão e Planejamento. Na 12ª sessão da CPI na Assembleia, os deputados vão ouvir depoimentos do empresário Fábio Passaglia, ex-presidente da Comissão de Licitação da Prefeitura de Goiânia; de Edemundo Dias de Oliveira, presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agesep); e do delegado de polícia Rosivaldo Linhares Rosa.

(Com informações da Agência Assembleia)

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