CPI gera primeira guerra regional: no Paraná

Senador Roberto Requio (PMDB-PR) sugere CPI do Cachoeira acareao entre o governador do Paran, Beto Richa, e dono da loteria Larami, que seria scio do bicheiro; j o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) quer convocar Requio por manter "encontros e negcios" com Cachoeira em 2003 e 2004

CPI gera primeira guerra regional: no Paraná
CPI gera primeira guerra regional: no Paraná (Foto: Montagem/247)
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247 com Agência Senado – O senador Roberto Requião (PMDB-PR) sugeriu, nesta sexta-feira (20), que a CPI do Cachoeira investigue possíveis investimentos de contraventores do ramo do jogo na campanha para o governo do Paraná em 2010. Em pronunciamento no Plenário, o parlamentar manifestou confiança de que o governador Beto Richa (PSDB) seja chamado à comissão para uma acareação com Roberto Coppola, dono da loteria Larami, que teria como sócio Carlos Cachoeira.

Requião disse esperar que Richa explique os entendimentos com Coppola e a razão pela qual, a cinco dias da eleição, ele recebeu “o representante do jogo organizado e da corrupção de políticos”. “Pisei no rabo do gato, divulgando para o Brasil todo, pela internet e na tribuna, com a força da TV Senado, os documentos de e-mails capturados pela Polícia Federal, que já são públicos”, disse o senador, referindo-se a tratativas para a abertura de loterias estaduais.

O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), escalado para a CPI, já avisou que vai pedir a convocação do empresário argentino Roberto Coppola. Também membro da CPI, o deputado e delegado Fernando Francischini, por sua vez, pretende convocar o senador Requião para depor, como informa a coluna Radar. Ele acusa Requião de ter recebido Carlinhos Cachoeira no Paraná, em janeiro de 2003, quando era governador.

Segundo o tucano, foi o deputado goiano Maguito Vilela que levou Cachoeira até o então governador, em janeiro de 2003 – a empresa Larami Diversões e Entretenimento Ltda. foi contratada em 2001 pelo governo paranaense para operar a Serlopar, a loteria estadual, extinta em 2007 pela Assembleia Legislativa.

Francischini acusa Requião de ter mantido por 16 meses, entre 2003 e 2004, "a participação da empresa Larami Diversões e Entretenimento com o Serviço de Loterias do Estado do Paraná (Serlopar) para a exploração de jogos de loteria". Em texto divulgado por sua assessoria, o deputado diz que "A participação da Larami no governo Requião levou Cachoeira a um primeiro contato com o então governador logo após a sua posse, em janeiro de 2003, conforme registros da imprensa à época. Esse encontro teria servido para garantir a continuidade da parceria, o que de fato aconteceu -- o contrato só foi interrompido em abril de 2004, mas as razões não foram esclarecidas até hoje".

Segundo o texto, "Requião e Carlinhos Cachoeira teriam se encontrado ainda pelo menos em mais uma oportunidade, exatamente em março de 2004, para tratar da manutenção da parceria. Mas as diferenças teriam se acentuado muito, a ponto de causar a demissão do advogado Daniel Godoy, então lotado na Casa Civil do governo. Logo depois, em abril de 2004, o contrato com a Larami foi rescindido".

Requião se defende: já acusou o secretário da Fazenda do Paraná, Luiz Carlos Hauly, de mentir ao dizer que ele recebeu bicheiros no Palácio Iguaçu enquanto foi governador.

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