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Cremação de Alencar não barra ação de paternidade

Professora Rosemary de Moraes disputa na Justiaparte de umaherana bilionria

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Por Letícia Moreli - A cremação do corpo do ex-vice-presidente José Alencar não impede a continuidade do processo de reconhecimento de paternidade de Rosemary de Morais, 56 anos, que tramita em segunda instância na Comarca de Caratinga, município do Vale do Rio Doce mineiro. Em julho de 2010, o juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro concedeu à professora aposentada o direito de adotar o sobrenome do então vice-presidente, com base nas provas testemunhais e na própria recusa de Alencar em colaborar com o exame de DNA.

A defesa do político recorreu com uma apelação e o processo, que corre sob segredo de Justiça, passou a aguardar uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “Não podemos impedir a cremação. Mas poderíamos pedir uma coleta de materiais genéticos. Não entramos com esse recurso em respeito ao momento da família, mas continuaremos em frente no processo”, disse o advogado Geraldo Jordan, que atende o caso da suposta primogênita de José Alencar. De agora em diante, a ação sofre uma substituição de polo passivo: ao invés de tramitar contra Alencar, passa a tramitar contra seus herdeiros.

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A reportagem de Brasil 247 ouviu outro advogado envolvido no processo, Vinicius Mattos Felício, o qual informou que, por enquanto, Rosemary não poderá usar o sobrenome de Alencar e, consequentemente, não tem direito à herança do ex-vice presidente. Alencar deixa um império empresarial, avaliado em bilhões de dólares, tendo a Coteminas como principal joia da coroa. “Rosemary está pedindo investigação sobre a paternidade, ela quer um pai. Ela nunca falou de herança. Ela não quer mais ter um buraco na Certidão de Nascimento”, comentou Felício.

Vale lembrar que José Alencar foi o fundador da Coteminas, empresa que fatura cerca de R$ 2,4 bilhões de reais ao ano. Caso fosse reconhecida a paternidade, Rosemary teria o mesmo direito à herança do ex-vice presidente, como a esposa e os outros três filhos.

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Há 10 anos, Rosemary entrou com uma ação judicial alegando que sua mãe, Francisca Nicolina de Moraes falecida no início do ano passado, teria conhecido Alencar em meados de 1953, quando ambos moravam em Caratinga. Na época, o político já era um próspero comerciante de tecidos na cidade e os dois iniciaram um relacionamento. Rosemary garante que tentou conversar com Alencar quando ele se candidatou ao Senado, mas não conseguiu e, no ano passado, resolveu recorrer à Justiça para que ele reconhecesse a suposta paternidade. Durante o processo, a defesa de Alencar pediu a extinção da ação. O ex-vice-presidente se recusou a conceder material genético para a realização do exame de DNA – e chegou até a definir Francisca Nicolina como “prostituta”.

O corpo do ex-vice presidente será cremado amanhã, no município de Contagem (MG), logo após o encerramento do velório – previsto para 13h desta quinta-feira, 31 – no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, em Belo Horizonte.

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