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Crescimento e concessões aeroportuárias

Agora, quando o mundo patina na estagnação, o Brasil mostra condições de seguir adiante. Os aeroportos são parte dessa engrenagem

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A presidenta Dilma Rousseff assinou, no dia 28 de novembro, o contrato de concessão para a construção e operação do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, na grande Natal (RN). Podemos dizer que é o começo de um novo momento do transporte aéreo no país, que visa equipar nosso sistema aeroportuário com instalações adequadas ao cenário de crescimento que experimentamos.

Uma das razões da alta popularidade do ex-presidente Lula é justamente o êxito, em apenas oito anos, na inclusão de 31 milhões de pessoas na classe média brasileira. Hoje, se há uma nova classe média, deve-se à intensidade com que seu governo perseguiu tal objetivo. O consumo aumentou e a economia está pujante. E viajar de avião não é mais um privilégio da elite, mas uma opção cada vez mais acessível.

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Esse avanço socioeconômico tem como resultado uma pressão sobre o sistema aeroportuário. Nossos aeroportos estão sempre movimentados, num crescimento de demanda a uma velocidade muito grande - o número de passageiros saltou de 33 milhões, em 2003, para 77 milhões, em 2010. Isso vale também para o transporte de cargas, não apenas de passageiros.

O comércio explodiu em todo o país. O cidadão de Manaus compra algo em São Paulo e paga pela rapidez na entrega, e vice-versa. Para percorrer tal distância, e na velocidade da eficiência que um mercado competitivo exige, somente o jato. O chamado e-commerce fez do transporte aéreo de cargas no Brasil um braço que, aos poucos, está transformando nossa matriz viária. Esse é um segmento importante da economia, posto que o setor de serviços é o que mais avança no país.

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Para o ano que vem, a agenda do Governo Federal prevê a concessão da operação dos terminais de São Paulo (Guarulhos), Campinas (Viracopos) e Brasília (Juscelino Kubitschek). Independentemente de estarmos em pleno processo de estruturação de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada, a expansão não se deve somente a esses eventos: é a necessidade de um país que cresce de forma consistente. É o momento certo para tirarmos o atraso de décadas, provocado por uma visão tacanha de desenvolvimento.

Antes do governo Lula, havia o medo generalizado do crescimento. O discurso do progresso não correspondia às ações administrativas. Viveu-se até um apagão energético. Agora, porém, quando o mundo patina na estagnação, o Brasil mostra condições de seguir adiante.

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Os aeroportos são parte dessa engrenagem. Uma vez entregues à iniciativa privada, vão liberar a Infraero para investir em frentes menores, em complexos regionais. É fundamental que cidades fora do eixo das metrópoles sejam atendidas por um transporte capaz de cargas e de passageiros. A teia de integração do Brasil segue inevitavelmente nessa direção. E o Governo Dilma se revela empenhado em dar fim aos gargalhos da produção.

São Gonçalo do Amarante é a virada na lógica da infraestrutura aeroportuária. Nossos antecessores estavam tão preocupados com interesses pequenos que perderam bem mais que o bonde da história. Perderam o vôo. José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

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