Crise política preocupa empresariado do Distrito Federal

Principal reivindicao do segmento que obras de infraestrutura no sejam paralisadas, uma vez que o governo responsvel por 25% da riqueza gerada na capital

Crise política preocupa empresariado do Distrito Federal
Crise política preocupa empresariado do Distrito Federal (Foto: Andressa Anholete / 247 e Thyago Arruda / 247)
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Noelle Oliveira_Brasília 247 – Se a crise política no governo do Distrito Federal ainda não é aceita abertamente pelo Executivo local nem reconhecida na Câmara Legislativa, o setor produtivo já demonstra a sua preocupação. A apreensão do empresariado é de que as denúncias de um suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte – que envolveria o nome do governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz – prejudiquem os investimentos públicos na capital do País. Na manhã desta quinta-feira (17), o governador participará de um encontro com o segmento produtivo, na sede da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). O empresariado vai apresentar a Agnelo um levantamento que mostra que a área de infraestrutura aparece na frente entre as prioridades que não podem ser afetadas por interferências da crise por que passa a gestão do petista.

Meio ambiente, segmento social e questões econômicas também estão entre as preocupações. O movimento, liderado pela Fibra, busca o apoio de outros setores econômicos, como comércio, serviços e agricultura para assinar o manifesto de reivindicações e compromissos junto ao governo. “Nosso objetivo é propor o pacto Brasília – Trabalho, Desenvolvimento e Futuro entre as entidades que compõem o setor produtivo e o GDF”, adiantou o presidente da Fibra, Antônio Rocha. “Convidamos o governador para lhe apresentar alguns compromissos, como o de buscar juntamente com o governo condições e incentivos que possibilitem a atração de investimentos para o desenvolvimento sustentável”, complementou.

O governo local é responsável por 25% da riqueza gerada na capital, segundo dados da Fibra de 2010. Quase todos os setores econômicos têm o GDF como cliente, daí a preocupação com os investimentos. Em dezembro de 2009, quando estouraram as denúncias de desvio de verbas públicas no governo de José Roberto Arruda – escândalo que ficaria conhecido como mensalão do DEM e derrubaria o então chefe do Executivo local –, os empresários da capital divulgaram uma nota, intitulada “Brasília não pode parar”, novamente com a iniciativa da Fibra. Na ocasião, demonstraram a preocupação com os reflexos da crise na economia. O novo manifesto segue o mesmo caminho. “O povo brasiliense não pode sofrer novamente”, diz o presidente da Fibra.

Uma das maiores preocupações do segmento produtivo na área de infraestrutura são as obras voltadas para a Copa do Mundo de 2014, que terá na capital da República uma de suas sedes. Em recentes agendas públicas, o governador Agnelo Queiroz afirmou que nada na cidade seria paralisado em razão das acusações contrárias ao seu governo. “Não vamos parar o governo, vamos trabalhar ainda mais, com mais rigor e mais transparência”, afirmou Agnelo. “Enquanto nos atacam, nós trabalhamos”, complementou, durante evento de regularização fundiária. A máxima tem sido repetida pelos secretários do governo.

Segundo empresários, no governo Arruda, a manutenção do cronograma de obras, projetos e eventos, por parte do governo do DF, foi decisiva para garantir que a crise política não contaminasse a atividade econômica e administrativa da cidade. O caminho traçado é o que se espera da atual gestão. “Quem tiver de investigar, que investigue, mas Brasília tem que andar”, reitera Antônio Rocha.

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