Cunha ao 247: "Dilma tem de ser mais política"

Epicentro da crise entre o PMDB, o PT e o governo Dilma Rousseff, deputado Eduardo Cunha aposta que reunião convocada pela presidente, amanhã, em Brasília, com comando do partido, não será contra ele; mas ressalva: "Resultado vai depender do tom a ser usado por quem convidou", disse Cunha ao 247, citando Dilma veladamente; "Nunca defendi o rompimento, mas sim que é preciso repensar a relação"; para ele, relacionamento com o governo tem de "ser mais político"; disparando tuítes com suas posições, Cunha também publica elogios recolhidos de liderados na bancada federal do PMDB; isolado, decididamente, ele não está

Epicentro da crise entre o PMDB, o PT e o governo Dilma Rousseff, deputado Eduardo Cunha aposta que reunião convocada pela presidente, amanhã, em Brasília, com comando do partido, não será contra ele; mas ressalva: "Resultado vai depender do tom a ser usado por quem convidou", disse Cunha ao 247, citando Dilma veladamente; "Nunca defendi o rompimento, mas sim que é preciso repensar a relação"; para ele, relacionamento com o governo tem de "ser mais político"; disparando tuítes com suas posições, Cunha também publica elogios recolhidos de liderados na bancada federal do PMDB; isolado, decididamente, ele não está
Epicentro da crise entre o PMDB, o PT e o governo Dilma Rousseff, deputado Eduardo Cunha aposta que reunião convocada pela presidente, amanhã, em Brasília, com comando do partido, não será contra ele; mas ressalva: "Resultado vai depender do tom a ser usado por quem convidou", disse Cunha ao 247, citando Dilma veladamente; "Nunca defendi o rompimento, mas sim que é preciso repensar a relação"; para ele, relacionamento com o governo tem de "ser mais político"; disparando tuítes com suas posições, Cunha também publica elogios recolhidos de liderados na bancada federal do PMDB; isolado, decididamente, ele não está (Foto: Felipe L. Goncalves)
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Marco Damiani _ 247 – Epicentro em pessoa da crise que envolve o PMDB, o PT e o governo Dilma Rousseff, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é apontado no noticiário político como o homem a ser batido na reunião convocada pela presidente para este domingo 9, em Brasília, com a cúpula do partido. Ele não deverá comparecer, mas sua cabeça poderá ser pedida como prêmio para uma acomodação geral de interesses.

"Não, de jeito nenhum essa reunião é contra mim", disse Cunha ao 247, por telefone, minutos atrás, a respeito das versões que correm. Mas, em seguida, faz uma ressalva: "O resultado da reunião vai depender do tom a ser usado por quem a convocou", num, digamos, convite implícito à presidente Dilma para suavizar na batida contra ele.

"Achar que vão me isolar é um erro de avaliação de quem não tem noção do problema real", tuitou ele, na manhã deste sábado 8. "Apenas verbalizo o que escuto da bancada".

Pela mídia social, Cunha também tem disparado torpedos endereçados a todos os personagens da crise. "E finalmente, seu Rui, não sou eu quem tem de decidir se sou governo ou oposição e sim a bancada quem vai decidir se quer ser governo ou oposição", devolveu ele ao presidente do PT, Rui Falcão. "E, Vicentinho, com todo o respeito que você merece, cuide da bancada do PMDB que nós cuidamos da nossa", rebateu ao deputado e ex-sindicalista Vicente Paulo da Silva, do PT paulista.

Ao 247, Cunha mesclou desdém e tranquilidade sobre a reunião chamada pela presidente."Sobre isso eu não acho nada", divertiu-se. Explicou, no entanto, que ainda não pregou uma ruptura.

"Nunca usei a palavra rompimento", observou ele. "O que tenho dito é que é preciso repensar a relação do partido com o governo e sua posição na aliança eleitoral", continuou.

- A presidente precisa ser mais carinhosa com o PMDB?

- Acho que a palavra não é carinhosa. Na verdade, as relações entre o partido e o governo têm de ser mais políticas, isso sim. 

Dentro da bancada federal, Cunha vai trabalhando a ideia de que o PMDB tem de avaliar em profundidade, em sua convenção nacional, a estratégia de ter candidato próprio à Presidência da República já em 2014. Isso retiraria da presidente Dilma Rousseff o maior partido da base aliada depois do PT.

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