Cunha na ONU: “Democracia tem que ser permanente”
Um dos principais articuladores da interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara representou nesta segunda-feira, 31, da tribuna da ONU, em Nova York, o papel que se espera dele em seu país: a defesa da Democracia; na "IV Conferência Mundial de Presidente de Parlamentos", Cunha disse que a democracia sem povo é "como um jardim sem flores" e que sua consolidação no Brasil tem sido o principal foco da atuação da Câmara
247 - Da tribuna Organização das Nações Unidas, em Nova York, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), defendeu nesta segunda-feira, 31, a permanência da democracia e a liberdade de imprensa.
Para uma plateia de líderes de parlamentos de 140 países, que participam da "IV Conferência Mundial de Presidente de Parlamentos", Eduardo Cunha ressaltou que a consolidação da independência dos poderes e da democracia no Brasil têm sido o principal foco da atuação da Casa.
"A essência da democracia é a representação popular. Democracia sem povo é como um jardim sem flores. Não tem o que se regar, o que se manter", disse ele. "Quem achar que a democracia se sustenta apenas com arranjos momentâneos, acabará vencido pela história. Os governos são provisórios. A democracia tem de ser permanente", disse Cunha.
"A democracia brasileira é bem jovem, mas vem se consolidando a cada dia", afirmou Cunha no início de sua apresentação, que durou quatro minutos.
Cunha disse ainda em seu discurso que é "fundamental para a democracia a manutenção da liberdade de imprensa" e por isso afirmou que é preciso combater "qualquer forma de censura e regulação de mídia de qualquer natureza, inclusive econômica". A regulação econômica da mídia é uma das bandeiras do PT, desafeto declarado de Cunha.
O deputado ressaltou que nos últimos anos os parlamentos têm se fortalecido cada vez mais. "O senso comum tende a reduzir a democracia ao simples rito do voto, da eleição, mas notem que a democracia é muito mais que isso. A democracia é o respeito às diferenças e a promoção pelo diálogo e a busca pacífica pela solução dos conflitos."
"Nós, líderes de parlamentos, temos um papel muito importante nesta construção, o papel de aproximar a população das decisões, o papel de debater, o papel de representar os mais diferentes pontos de vista."