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Poder

Cunha põe Chalita, xodó de Temer, entre testemunhas

Presidente afastado da Câmara dos Deputados fustiga interno ao indicar o ex-candidato peemedebista à Prefeitura de São Paulo em 2012 para defendê-lo no Supremo de rolos do Petrolão; manobra tem endereço certo: segundo o delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, Temer pediu propina de R$ 1,5 milhão para financiar a campanha de Chalita, dinheiro que teria saído dos cofres da Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato

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Presidente afastado da Câmara dos Deputados fustiga interno ao indicar o ex-candidato peemedebista à Prefeitura de São Paulo em 2012 para defendê-lo no Supremo de rolos do Petrolão; manobra tem endereço certo: segundo o delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, Temer pediu propina de R$ 1,5 milhão para financiar a campanha de Chalita, dinheiro que teria saído dos cofres da Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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247 - O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo cunha (PMDB-RJ), voltou a fustigar o presidente interno da República, seu correligionário Michel Temer (SP), ao indicar o peemedebista Gabriel Chalita como uma de suas 28 testemunhas de defesa na ação penal que corre contra si no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta de seu suposto envolvimento no recebimento de propina em negócios relacionados à Petrobras.

Vendo as grades da prisão cada vez mais próximas, Cunha ameaça lançar mão de artifícios que podem deixar Temer em situação delicada. Antes de propor uma delação premiada, medida que afastaria o encarceramento iminente, o deputado fluminense resolveu mandar um recado direto a Temer com a inclusão de Chalita entre suas testemunhas.

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Com o convite, Cunha joga luz em um personagem que pode envolver Temer nos esquemas do Petrolão. Segundo disse em delação premiada o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, Temer teria pedido propina no valor de R$ 1,5 milhão para financiar a campanha de Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012. O pagamento teria saído dos cofres da Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. Temer negou que tenha feito o pedido.

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